Messi reforça sua grandeza ao interromper provocação de De Paul

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No último sábado (10), a Argentina venceu a Copa América e colocou fim a um jejum que já durava 28 anos. Antes mesmo do espetáculo propriamente dito, a partida tinha reservado requintes de emoção: hermanos contra brasileiros, uma das maiores rivalidades do mundo, em pleno Maracanã. Ao fim do tempo regular, 1 a 0 favorável aos nossos vizinhos de continente, gol de Ángel Di María.

O clima não era dos melhores. Antes do apito final, muitos jogadores se estranharam e o duelo não tinha mais qualquer preciosismo técnico. Em vez das jogadas trabalhadas, houveram entradas duras e poucos propositais. Quando os ânimos poderiam se tornar ainda mais inflamados, Lionel Messi reforçou toda sua grandeza e impediu as manifestações afrontosas de Rodrigo De Paul que, naquela altura do campeonato, tinham pouquíssima relação com os acontecimentos dentro das quatro linhas.

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O meio-campista, anunciado recentemente pelo Atlético de Madrid, tentou puxar um coro para provocar os brasileiros. A conhecida letra em questão dizia: "Brasileiro, brasileiro, que amargado se te ve, Maradona es más grande, es más grande que Pelé". Em tradução livre: "Brasileiro, brasileiro, como você está amargurado, Maradona é maior, é maior que Pelé". De Paul conseguiu pronunciar apenas as duas primeiras palavras antes de ser interrompido pelo camisa 10, que se retirou logo em seguida.

Não é exagero dizer que Messi teve a torcida de milhares de brasileiros nesta Copa América, tão marcada pela pouca aceitação populacional e sujeira política. O argentino, assim como Neymar, foram eventos à parte num torneio que definitivamente não mostrou o mais alto nível do futebol praticado. O ato de Lionel preza pelo jogo limpo. De Paul, longe de ter a pior das intenções, quis responder como jogadores e torcedores brasileiros provavelmente fariam.

Qualquer recado da Argentina já havia sido dado dentro do campo | Buda Mendes/Getty Images
Qualquer recado da Argentina já havia sido dado dentro do campo | Buda Mendes/Getty Images

A classe do venerado Messi prova que qualquer dose de competitividade pode ficar restrita aos limites espaciais e temporais das quatro linhas. Ali, a seleção brasileira estava derrubada, em pleno Maracanã, ante a sua maior rival. Se para bom entendedor meia palavra basta, os hermanos já haviam dado seu recado de uma forma muito mais categórica dentro de 90 minutos. Lionel não precisava de nada além disso.

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