Pai de ex-corintiano abandonou carreira de técnico após Messi trocar de time pela 1ª vez

Messi com a bola e pai de Sebá de camisa azul (Foto: Arquivo Pessoal)
Messi com a bola e pai de Sebá de camisa azul (Foto: Arquivo Pessoal)

LISBOA (PORTUGAL) - Lionel Messi tem estreia prevista pelo PSG para este domingo, contra o Reims, pela Ligue 1.

Assim que entrar em campo pelos franceses no Parque dos Príncipes, o craque de 34 anos colocará um fim definitivo e virará a página em sua história com o Barcelona. Nada que, a princípio, tenha abalado o técnico dos catalães, Ronald Koeman, a ponto de ele cogitar a ideia de se retirar do futebol. Nem todos, contudo, lidam com o adeus de Messi da mesma maneira.

Ao longo de sua carreira, o argentino defendeu apenas um outro clube: o Newell’s Old Boys, de sua cidade natal Rosário.

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A realidade hoje é outra. Os números ao seu redor são outros. Mas, antes mesmo de estourar e virar uma estrela global, o talento que mostrava aos 12 anos já não deixava ninguém indiferente a ele. É o caso de um de seus maiores mentores, Enrique Domínguez, mais conhecido como Quique, que tanto se abalou com a sua saída da base do Newell’s para inicialmente fazer testes no River Plate e depois se transferir para o Barcelona que abandonou a função de treinador.

Em resumo, não treinou mais qualquer clube depois que Messi cruzou o oceano para seguir com a sua vida longe de casa.

O seis vezes bola de ouro costumava chamar Quique de ‘Papai Noel’ por causa de seu cabelo grisalho, bigode e físico acima do peso. Ele é também o pai do ex-zagueiro Sebastián Domínguez, que passou pelo Corinthians e atuou pela seleção argentina e pelo Vélez Sársfield.

Sebá é atualmente um dos principais comentaristas de futebol do país vizinho e contou pouco tempo atrás como a saída de Messi do Newell’s abalou o seu pai.

“Ele aproveitou muito a sua fase como técnico e a encerrou assim que Messi deixou o Newell’s. A partir disso, não dirigiu mais nenhum time. Teve algumas coisas, tentou, mas houve um antes e depois após a despedida de Messi. Ali foi como se o meu velho tivesse perdido a fé no futebol”, contou o ex-jogador ao Infobae.

“O meu velho tentou de diversas formas manter a fé. Ele tinha e tem uma relação muito boa com Jorge Messi (pai de Leo), mas não conseguiu mudar a história. Na época, sentiu que era tudo uma injustiça muito grande. Na verdade, tão grande que, para ele, não houve mais reconciliação com o futebol. No dia em que Messi saiu do Newell’s, algo morreu com ele”, completou.

Para Quique, o episódio representou o fim de uma passagem repleta de histórias e protagonizada pelo primeiro supertime do melhor do mundo.

Ao todo, a “geração 1987”, como era conhecida aquela equipe, ficou dois anos e meio invicta no futebol argentino. Nenhum outro garoto daquela safra teve grande destaque mais adiante, embora alguns tenham se profissionalizado e até feito carreira em divisões menores.

Parte deles mantém, inclusive, contato próximo com o próprio Messi, incluindo um dos primos de sua esposa Antonela Roccuzzo.

Na altura, o grupo de amigos viu o novo camisa 30 do PSG deixar o Newell’s para trás após perder o apoio local que tinha para o seu tratamento hormonal e ser obrigado a procurar alternativas longe de Rosário. Nenhum deles certamente viu a sua vida ser afetada como Quique.