Messi luta para encerrar jejum de títulos pessoal e da Argentina

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·4 minuto de leitura
O argentino Lionel Messi reage durante a partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar-2022 entre Colômbia e Argentina, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, Colômbia, em 8 de junho de 2021
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A tumultuada Copa América-2021 colocou Lionel Messi diante de uma nova oportunidade de conseguir realizar seu próprio 'Maracanazo' na história e conquistar seu primeiro título com a seleção principal em território brasileiro, algo que lhe escapa há 16 anos desde sua estreia.

O torneio continental de seleções mais antigo do mundo será disputado a partir de domingo no Brasil após a retirada da Argentina e da Colômbia como sedes, e após superar inúmeros obstáculos. Nesse cenário inesperado, o destino deu ao craque argentino uma oportunidade de revanche para soltar o grito que ficou preso na garganta na final da Copa do Mundo de 2014 contra a Alemanha e na última Copa América-2019, também disputada na casa de seu maior rival.

Desde o início, 'Leo' foi embora aplaudido por um Maracanã lotado, com uma medalha de prata e o troféu de melhor jogador, um pequeno consolo para o aclamado jogador que ainda não conseguiu conquistar o prêmio maior. Aquele que aos olhos de muitos torcedores argentinos o separa de Diego Maradona, campeão mundial no México-1986, deificado em vida e após sua morte como nenhum outro.

Messi também ficou sem a taça do último torneio continental de seleções, com um insosso terceiro lugar, depois de ser derrotado nas semifinais pelo Brasil, que acabou se sagrando campeão depois. O craque argentino foi expulso contra o Chile no encerramento de uma competição em que não atingiu o nível que esperava, segundo suas próprias críticas.

Além da redenção pessoal, Messi também tem uma dívida com seus compatriotas que exigem um título de sua seleção principal, que vive um longo e sofrido desde a Copa América de 1993.

Messi, o homem recorde de troféus e gols, acumula 35 títulos com o Barcelona - o último, a Copa do Rei deste ano - e seis Bolas de Ouro. Mas ele só comemorou vestindo o uniforme da Albiceleste com a seleção Sub-20 em 2005 e com a Sub-23 nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

A poucos dias depois de fazer 34 anos, esta Copa América é uma das últimas chances da carreira do astro nascido na cidade de Rosário, junto com o grande objetivo que é a Copa do Catar em 2022.

- "Empolgado" -

O argentino aguarda "muito empolgado" a competição no Brasil, disse ao jornal argentino Olé, apesar de suas excepcionalidades inéditas, incluindo a ausência de público nos estádios devido à pandemia.

Das cinco participações na Copa América, Messi jogou e perdeu três finais, uma contra o atual anfitrião (2007) e as outras duas nos pênaltis contra o Chile (2015 e 2016). Agora, ele irá com tudo em busca da final marcada para o dia 10 de julho, onde uma vitória quebraria a maldição no mítico Maracanã, o templo do futebol brasileiro.

O torneio continental encontra 'La Pulga' com um retrospecto de 144 partidas pela seleção argentina e 72 gols que o tornam o maior artilheiro da 'Albiceleste' de todos os tempos. Uma maturidade que não dá sinais de desgaste, o que ficou claro com seus 30 gols na temporada 2020-21, quando terminou como artilheiro do Campeonato Espanhol pelo quinto ano consecutivo.

Este e outros exemplos de seu papel decisivo em qualquer equipe que integre rendem duras marcas em Messi, com adversários dispostos a "fustigá-lo", como disse o colombiano Gustavo Cuellar sem reservas antes da partida das Eliminatórias de terça-feira. Não é surpresa. O técnico argentino Lionel Scaloni sempre tem "dois ou três" adversários tentando parar Messi.

- À procura de um parceiro -

Sempre acossado, mas abrindo espaços para dar assistências perfeitas, os avanços em velocidade de Messi não têm bastado para a seleção argentina, que ainda busca consolidar sua identidade. Parte disso se deve ao fato de que 'Leo' ainda não encontrou um parceiro na seleção para fabricar jogadas e marcar gols como faz em seu clube.

Sem se conectar plenamente com Lautaro Martínez ou Ángel Di María, Scaloni não conseguiu oferecer uma contrapartida ao capitão, como foi o uruguaio Luis Suárez na Barça, com quem formou a dupla mais letal do século 21 até a saída do 'Pistolero', que se transferiu para o Atlético de Madrid.

O candidato a ocupar a vaga é o atacante Sergio 'Kun' Agüero, embora tenha permanecido no banco desde que se juntou aos companheiros na concentração da Albiceleste, após encerrar seu ciclo no Manchester City e assinar com o Barcelona.

Companheiros desde juvenis, a dupla parece promissora. Muitos são os que estão entusiasmados para ver os dois juntos com o Barça do outro lado do Atlântico, já que 'Kun' é, dizem eles, uma cartada da diretoria do time catalão para manter Messi, cujo contrato termina no final do mês.

Para onde quer que vá depois, o argentino quer fazê-lo com o troféu da Copa América em sua galeria pessoal.

mls/ol/aam

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos