Messi diz ter "muita vontade" de disputar a Copa América pela seleção argentina

·3 minuto de leitura
Lionel Messi gesticula durante a partida das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 entre Peru e Argentina no Estádio Nacional de Lima em 17 de novembro de 2020

O astro Lionel Messi se disse animado por voltar a se juntar aos seus companheiros da seleção argentina e disputar a Copa América 2021, que começa no dia 13 de junho em Buenos Aires, em entrevista concedida neste sábado, sem mencionar seu futuro profissional.

"Estamos com todo o grupo com muita vontade, empolgados em poder jogar essa Copa (América). Já faz muito tempo desde a última vez em que nos reunimos também, a última vez que não pudemos ir por causa do vírus e isso nos deu mais vontade de nos reencontrarmos", disse Messi ao jornal esportivo Olé, se referindo à pandemia de covid-19 que forçou o adiamento do torneio de 2020 para este ano.

A Copa América será finalmente realizada entre 13 de junho e 10 de julho em estádios sem público na Argentina, que enfrenta o pior momento da pandemia, enquanto a Conmebol analisa para onde vai transferir as partidas que seriam disputadas na Colômbia, que vive uma crise profunda com protestos sociais que deixaram mais de 40 mortos.

Para o Messi, de 33 anos, esta será "uma Copa especial, diferente, porque com certeza não vai ter gente. Mas, mesmo assim, pessoalmente quero muito estar lá de novo".

O astro foi convocado pela 'Albiceleste' para disputar os dois jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar-2022 contra o Chile e a Colômbia, nos dias 3 e 8 de junho, e depois a Copa América.

Messi, maior artilheiro de todos os tempos da seleção argentina, com 71 gols, almeja este ano o primeiro título vestindo as cores de seu país, depois de perder quatro finais: três edições da Copa América (Venezuela-2007, Chile-2015 e EUA-2016) e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

"Sei que (na Argentina) estamos passando por um momento difícil, também por causa do problema do vírus, que prejudica o mundo inteiro e está nos atingindo com força. Espero que avancemos como sempre fazemos e que possamos todos continuar a construir o nosso próprio país e no âmbito da seleção, a mesma coisa", refletiu.

- "Quanto mais títulos, melhor" -

Na longa entrevista, 'La Pulga' falou sobre sua vida familiar, sua argentinidade, a saudade de sua Rosário natal, a cidade a 300 km de Buenos Aires para onde ele volta todos os anos, mas não houve referências ao seu futuro no Barcelona, com quem seu contrato termina nesta temporada.

Ele falou do entusiasmo que sentiu como capitão do time do Barça ao levantar a última Copa do Rei no dia 17 de abril.

"Sempre que luto, luto para vencer e tento atingir todos os objetivos. Conseguir títulos. A verdade é que a última Copa do Rei foi especial pelo momento que vivíamos também. O clube vem de um par de anos onde não tínhamos ido bem", afirmou o artilheiro.

O vestiário do Barça "é muito jovem, com muita gente, e gente nova, e essa Copa do Rei para o vestiário foi um ponto de virada, e muito importante. E além disso, pessoalmente gosto de ganhar e conquistar títulos. E quanto mais, melhor", acrescentou.

- Coleção de camisas -

Este exímio jogador, marido e pai presente no cotidiano de seus três filhos, lamenta não ter começado a acumular memórias e camisas quando era mais jovem.

"Lamento não ter pedido camisas antes a jogadores que enfrentei quando era garoto, quando estava começando... Como a de (os brasileiros) Ronaldo, Roberto Carlos, jogadores que enfrentei e hoje digo que teria gostado de ter essas camisas. Com certeza alguma está me faltando, mas tenho a maioria", disse ele.

ls/ol/aam

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos