Mesmo punida e sem bandeira, Rússia vai a Tóquio com mais atletas do que no Rio

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Atletas olímpicos da Rússia se encontram com o presidente Vladimir Putin (Zasport)
Atletas olímpicos da Rússia se encontram com o presidente Vladimir Putin (Zasport)

MOSCOU (RÚSSIA) - Sem hino, nem bandeira. Mas com uma delegação maior do que a que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Assim chega a Rússia para a Olimpíada de Tóquio, cuja cerimônia de abertura está marcada para a próxima sexta-feira (23).

O país cumpre pena de dois anos imposta pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) - a Agência Mundial Antidoping (WADA) anteriormente havia estipulado quatro - por causa de sucessivos escândalos de doping.

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Desta forma, nenhum símbolo nacional poderá ser exibido no Japão, como já vem acontecendo em Mundiais e ocorreu nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em 2018.

A delegação será identificada oficialmente como "Atletas do Comitê Olímpico Russo". A bandeira na cerimônia de abertura levará o símbolo da entidade. No pódio, a cada triunfo será tocado o Concerto para piano e orquestra n.º 1, de Piotr Tchaikovski.

Porém, em que pese a punição, a Rússia será representada por 335 atletas no Japão. Serão 150 homens e 185 mulheres.

O número é consideravelmente superior ao de cinco anos atrás, no Brasil, quando não havia punição ao país, mas cada atleta tinha que comprovar individualmente estar "limpo" e ser liberado pelas respectivas federações.

Em 2016, a nação eslava contou com 282 atletas. Outros 111 foram banidos após a divulgação do Relatório McLaren, que denunciava sistemáticas violações antidoping. Por pouco a Rússia também não acabou banida.

No fim, com uma das menores delegações de sua história, terminou em quarto no quadro de medalhas, com 58 no total, sendo 19 de ouro, 17 de prata e 20 de bronze.

No atletismo, que encara uma outra punição, a Rússia teve apenas uma atleta, Darya Klishina. Desta vez, dez conseguiram a liberação.

A delegação que competirá em Tóquio foi recebida pelo presidente Vladimir Putin, no Kremlin, no dia 30 de junho, para uma cerimônia de despedida.

O mandatário, porém, não irá ao Japão. A punição em vigor também se aplica a representantes políticos da Rússia.

"O tema da politização do esporte, infelizmente, ainda é relevante e não saiu da pauta. Os direitos e interesses de nossos atletas devem ser protegidos de qualquer arbitrariedade, inclusive de decisões que países individuais estão tentando impor ao redor do mundo, muito além de suas jurisdições nacionais", disse Putin no encontro.

"Temos certeza de que no final a verdade, a boa vontade certamente prevalecerá. O movimento olímpico sempre se distinguiu pela abertura, igualdade e justiça. E somos obrigados a preservar esses altos valores para as futuras gerações de atletas, e a Rússia fará tudo por isso junto com milhões - milhões, sem exagero - de pessoas que pensam como nós em outros países que entendem a verdadeira importância do esporte para cada pessoa e para toda a humanidade como um todo", completou.

O Comitê Olímpico Russo também deu recomendações aos atletas para que não respondam perguntas de jornalistas sobre a punição e temas relacionados à Crimeia.

Em que pese a bandeira russa não poder ser exibida, o uniforme elaborado pela Zasport (fornecedora oficial do Comitê) traz as cores da bandeira. Toda a indumentária foi aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional.

Porém, talvez sejam necessárias mudanças pois a palavra Rússia não pode aparecer nas roupas caso não esteja acompanhado dos dizeres "Atleta Neutro" ou "Representante da Rússia”.

Nos meios locais, a delegação será identificada como Rússia e sua bandeira será exibida ao apresentar o quadro de medalhas. E assim será na cobertura televisiva.

A Olimpíada será exibida nos três canais públicos de maior audiência na TV Aberta, com muitas horas de programação. Também diversos eventos serão transmitidos na TV paga.

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