Mesmo com fracasso em quatro capitais, líder do governo diz que Bolsonaro não foi derrotado

Ana Paula Ramos
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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - NOVEMBER 15: President of Brazil Jair Bolsonaro (L) leaves after voting during the municipal elections at Vila Militar on November 15, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Luis Alvarenga/Getty Images)
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - NOVEMBER 15: President of Brazil Jair Bolsonaro (L) leaves after voting during the municipal elections at Vila Militar on November 15, 2020 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Luis Alvarenga/Getty Images)

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta segunda-feira (16) que é “totalmente inadequada” a tentativa de criar o resultado das eleições municipais como uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o líder considerou que o chefe do Executivo saiu vitorioso do pleito por causa da diminuição da presença da esquerda.

"Dizer que o presidente foi derrotado nessa eleição é uma falácia. Pelo contrário, ele foi vitorioso. Porque o seu adversário ele conseguiu combater. Não eliminou, mas reduziu muito, especialmente o PT", avaliou Barros, em entrevista ao UOL.

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Durante a semana passada, o presidente realizou transmissões ao vivo, o que ele chamou de “horário eleitoral gratuito para fazer campanha a candidatos. Bolsonaro declarou apoio a seis postulantes a prefeito de capitais. Desses, apenas dois tiveram sucesso no primeiro turno.

O presidente pediu votos a Marcelo Crivella (Republicanos), que tenta a reeleição no Rio, e vai disputar o segundo turno com o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), e Capitão Wagner (PROS), candidato a prefeito em Fortaleza, também continua na disputa.

"Essa tentativa de criar deste resultado de eleição uma derrota para o presidente é totalmente inadequada. Quem é que diminuiu de fato na eleição? O PT, que é o adversário primeiro do presidente Bolsonaro", acrescentou o parlamentar.

A maior derrota do PT foi em São Paulo. Jilmar Tatto, candidato a prefeito pelo partido, teve apenas 8,65% dos votos válidos.

Barros disse que Bolsonaro não escolheu candidatos para ganhar a eleição e seu apoio se deu por “questões ideológicas e de lealdade”. Celso Russomanno (Republicanos), apoiado pelo presidente, começou a campanha na liderança e terminou em quarto lugar na disputa à Prefeitura de São Paulo. O marqueteiro da campanha, Elsinho Mouco, atribuiu a derrota do candidato à lealdade ao presidente.

O líder na Câmara defendeu também que, apesar de Bolsonaro ser de direita, seu governo é de centro-direita já que ele se associou e fez uma aliança com os partidos de centro para governar.

"O Lula era de esquerda e o seu governo foi de centro-esquerda. E qualquer presidente nesse modelo de Constituição que nós temos vai ter que se alinhar a alguém para governar e cada vez mais. Então, tem que juntar muita gente para fazer maioria na Câmara e Senado. Tem que juntar muita gente para fazer uma emenda constitucional. Então o presidente vai precisar se alinhar a esses grupos", afirmou.