Merecimento: é isso que faz Renato se tornar o técnico com mais partidas à frente do Grêmio em todos os tempos

Fabio Utz
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Foi contra o Goiás, lá em 2010, que Renato Portaluppi estreou como técnico do Grêmio. E será diante do mesmo adversário, nesta segunda-feira, que ele se tornará o treinador com mais partidas à frente do Tricolor em todos os tempos. E este retrospecto pode ser resumido em uma palavra: merecimento.

Há dez anos, se falava muito que Renato desembarcou em Porto Alegre para tirar o time do atoleiro por conta de sua identificação com o clube. Ou seja, suas qualidades como profissional de beira do campo eram pouco exaltadas. Depois, quando voltou ao clube, em 2013, era a parceria com Fábio Koff (presidente campeão da América e do mundo em 1983, com o Homem Gol sendo o grande astro) o fator mais relembrado. Pois de 2016 para cá, ele provou que, sim, é um grande líder de vestiário e, também, um cara que conhece futebol.

Alexandre Schneider/Getty Images
Alexandre Schneider/Getty Images

Suas outras passagens já haviam sido boas, todas elas com objetivos cumpridos. Mas a terceira vez de Renato no Tricolor espantou qualquer dúvida a respeito de sua competência. Os títulos (de maior ou menor expressão) vieram em profusão, e o fato de ser o treinador com maior sequência no futebol brasileiro é a prova do quanto ele deixou de ser um tanto quanto fanfarrão para fazer prevalecer todas as suas virtudes, agora totalmente reconhecidas.

Sou suspeito para falar, pois desde 2010 já o via como alguém capaz de se estabelecer na carreira. São poucos os técnicos que aceitam desafios com tanta naturalidade como ele, e normalmente dá conta do recado. Isso é competência. Ao completar 384 jogos à frente do Grêmio (199 vitórias, 101 empates e 83 derrotas até o momento nos 383 anteriores), ele deixa o recado de que, sim, o futuro tende a lhe reservar ainda mais alegrias, seja em Porto Alegre, no centro do país, na seleção brasileira...

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