Mercedes critica falta de punição para Verstappen no GP do Brasil

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Lewis Hamilton (E) e Valtteri Bottas (D), pilotos da Mercedes, se cumprimentam ao fim do GP do Brasil de F1 (AFP/Antonin Vincent)
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A equipe de Fórmula 1 Mercedes anunciou nesta terça-feira que exigiu que o incidente entre seu piloto Lewis Hamilton e Max Verstappen, da Red Bull, ocorrido na volta 48 do Grande Prêmio do Brasil, no último domingo, seja analisado novamente já que o holandês não recebeu nenhuma sanção.

A alegação é baseada em "novas evidências que não estavam disponíveis para os comissários de corrida no momento em que tomaram sua decisão", divulgou a montadora alemã.

Pressionado por Hamilton, que tentava ultrapassá-lo pelo lado de fora da Curva 4 do autódromo de Interlagos, Verstappen reagiu agressivamente e empurrou o adversário britânico para fora da pista.

Os comissários não consideraram necessário investigar o incidente, indicando que não foi um movimento ilegal.

No entanto, o diretor da prova Michael Masi admitiu mais tarde que eles não puderam ver todas as imagens, especialmente aquelas gravadas pela câmera a bordo do Red Bull, que seriam incriminadoras para Verstappen se mostrassem um movimento intencional do holandês contra seu adversário na luta pelo título do campeonato da categoria.

O heptacampeão conseguiu ultrapassar o o piloto da Red Bull doze voltas depois e terminou a corrida em primeiro lugar, ficando agora a 14 pontos de Verstappen que lidera a classificação do mundial, quando faltam apenas três etapas para o fim da temporada.

Após a bandeiada final no autódromo de São Paulo, o chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, criticou duramente a Federação Internacional do Automóvel (FIA), responsável pelo regulamento da Fórmula 1, ao afirmar que a entidade estava sendo leniente com a Red Bull.

A Mercedes já estava incomodada no início do fim de semana quando Hamilton foi punido na sessão para a definição do grid de largada da corrida classificatória de sábado, na qual havia feito o melhor tempo, por causa da asa traseira de seu carro que não estava de acordo com os regulamentos, possivelmente devido a uma quebra.

Wolff considerou que a FIA poderia ter autorizado o reparo da asa, assim como permitiu em "três vezes consecutivas" a Red Bull consertar a asa do carro do holandês.

"Acho que recebemos muitos, muitos golpes no fim de semana, com decisões que poderiam ter caído de um lado ou do outro, a nosso favor ou contra", disse o austríaco.

“Quando as decisões são sempre contra nós, isso nos enfurece e sempre defenderei minha equipe e meus pilotos como achar melhor. Sempre fui muito diplomático na maneira de discutir as coisas, mas hoje a diplomacia acabou”, concluiu Wolff.

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