Mercedes acredita que sem apoio de Ferrari e Renault, congelamento de motores não acontecerá

Luke Smith
·3 minuto de leitura

A Red Bull busca a aprovação de uma proposta de congelamento dos motores da Fórmula 1 ao longo da temporada a partir de 2022 para assumir o programa da Honda, sem precisar das rivais para fornecimento. Mas apesar da Mercedes ter sinalizado positivo à ideia, Toto Wolff acredita que o projeto dificilmente será aprovado enquanto Renault e Ferrari forem contra.

A ideia da Red Bull é colocar um fim aos ciclos de desenvolvimento e os altos custos associados à isso, já que não teria condições de bancar a produção de atualizações ao longo do ano, sendo esse o único modo possível para a marca se tornar fornecedora de motores.

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Caso não seja possível, a Red Bull terá que voltar a ser apenas uma equipe cliente, sendo que, com a Honda, era considerada uma parceira no desenvolvimento. Assim, a marca voltaria a ter que depender das montadoras existentes na F1, sendo que a Mercedes já afirmou que não tem condições de fornecer motores para a rival.

Isso deixaria a Red Bull com apenas duas opções: a Ferrari, que não descartou a possibilidade, dependendo de uma conversa com a marca antes e a Renault, revivendo uma parceria que não terminou bem em 2018.

A Mercedes já confirmou anteriormente que apoiaria o congelamento dos motores para manter uma Red Bull competitiva no grid, que também traria uma redução de custos às montadoras. Mas Ferrari e Renault afirmaram nesta semana que não são a favor da ideia, reforçando a importância da competição e do desenvolvimento nesta área.

Perguntado sobre como um congelamento de motores poderia ser aprovado para 2022, o chefe da Mercedes disse que, enquanto duas montadoras forem contra, a proposta não teria como seguir adiante.

"Acredito que com duas montadoras contra, isso significa que não teria como ser aprovado e implementado. Elas têm suas razões para rejeitar isso. Acredito que todos estamos apreensivos com a situação da Honda e da Red Bull".

"Renault e Ferrari foram muito diretas com suas posições então, infelizmente, não vejo isso acontecendo".

A Red Bull disse que tenta bater o martelo sobre seus planos futuros envolvendo os motores nas próximas seis semanas, com a decisão impactando também a AlphaTauri. Dentro das normas do regulamento esportivo, a Renault seria obrigada a fornecer para as equipes em 2022 caso a FIA oficialize um pedido, mas a Red Bull se distanciou dessa eventualidade.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, disse mais cedo nesta semana que esperava uma intervenção da FIA para garantir que interesses pessoais não barrasse algo que seria benéfico para toda a F1.

"O trabalho do regulador e do dono dos direitos comerciais é olhar para o todo e determinar o que é o certo para a F1. Obviamente perdemos uma montadora com a Honda, algo desastroso para o esporte".

"Para a Red Bull assumir os motores, não temos como bancar todos os gastos, obviamente com o desenvolvimento aberto, particularmente na situação atual. Acho que a FIA e a Liberty estão com discussões construtivas".

"Acredito que isso acontecerá, alguma forma de solução precisa ser determinada nas próximas semanas".

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