Membro brasileiro do COI diz que, se mantidos, Jogos seriam 'catástrofe'


O ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, membro brasileiro mais antigo do Comitê Olímpico Internacional (COI), considerou acertada a decisão da entidade de adiar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020, anunciada nesta terça-feira. O dirigente afirmou que o evento seria uma catástrofe se fosse realizado nas datas previstas, em razão da impossibilidade de promover igualdade de condições competitivas aos participantes, devido ao coronavírus.

- São imensos os prejuízos que o adiamento causa não só aos atletas, ao comitê organizador, aos stakeholders, aos patrocinadores. Mas foi uma decisão sábia, pensada e calculada. A gente sabe que se os Jogos fossem agora, em julho, seria uma catástrofe. Diversas desigualdades aconteceriam, injustiças inclusive. Cada continente está tendo um ciclo onde o ciclo está passando. Na Ásia já está acabando, então um atleta que fosse se preparar para jogar em julho já estaria apto a fazê-lo. No Brasil, na América, nos Estados Unidos, como na Europa, o ciclo está com maior força. Isso é um dos problemas que aconteceriam - disse Bernard, em entrevista ao "Globo Esporte".

Os Jogos ainda não têm uma nova data, mas é certo que acontecerão até o verão no hemisfério norte, ou seja, 22 de setembro de 2021. Em 2020, a Olimpíada estava marcada para o período entre 24 de julho e 9 de agosto, enquanto a Paralimpíada teria início no dia 25 de agosto e seria encerrada em 6 de setembro. A decisão foi tomada a pedido do governo japonês e em meio a uma forte pressão internacional, já que atletas estão impedidos de treinar.

O COI e o Comitê Organizador decidiram manter a chama olímpica em solo japonês. As partes também acordaram que os eventos manterão o nome de Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020, apesar do adiamento. Agora, resta torcer para um cenário mais favorável no ano que vem.

Na segunda-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a pandemia do COVID-19 está "acelerando". Atualmente, existem mais de 375.000 casos registrados em todo o mundo e em quase todos os países.









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