Melhores ataque e defesa, quem mais cria: O melhor e o pior das oito remanescentes da Copa do Catar

Só sobraram oito na Copa do Catar. E dos mais variados estilos. Alguns já estão mais do que acostumados a disputar decisões e conquistar (e perder) títulos. Outros, nem tanto. Há até quem esteja nas quartas de final do torneio pela primeira vez. Para chegar a esta elite do futebol de seleções, mostraram alta capacidade de criação e finalização. Ou de defesa. Os números do top 8 do Mundial revelam suas forças e fraquezas. E o caminho para chegar à tão sonhada taça passa por elas.

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A seleção brasileira chega ao duelo contra a Croácia, na sexta, pelas quartas de final, como a que apresentou o maior potencial de criação e finalização. Entre as oito sobreviventes, ela é a que mais criou grandes chances: 15. É também quem tem a melhor média por jogo de finalizações totais e na direção do gol: respectivamente, 18,8 e 7,5.

Quem olha estas estatísticas até pensa que o Brasil é a máquina de gols desta Copa. Mas não é bem assim. A seleção de Tite tem apenas o sexto melhor ataque do torneio e o quinto entre as participantes das quartas de final. Balançou as redes sete vezes em quatro jogos enquanto Inglaterra e Portugal o fizeram 12 vezes. No caso dos lusitanos, metade deste total foi marcado só na vitória de ontem sobre a Suíça (6 a 1).

Um dado que evidencia o gargalo do Brasil é o de chances perdidas. Neymar & Cia lideram, com 12. É verdade que só marca quem tenta, mas os brasileiros precisam errar menos para sonhar com o hexa.

Defensivamente, os brasileiros não vão mal. Com apenas dois gols sofridos, têm a segunda meta menos vazada entre os remanescentes — ao lado de Holanda, da própria Croácia, sua próxima adversária, e da Inglaterra. Os britânicos, por sinal, são os únicos a ostentar a marca de não terem sido vazados em três partidas no Catar.

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Mas ninguém se compara a Marrocos. A única seleção africana ainda viva chegou ao top 8 principalmente pela solidez de sua defesa. Foi apenas um gol sofrido no torneio. Com um detalhe: ele foi contra, do zagueiro Nayef Aguerd, no duelo contra o Canadá, pela fase de grupos.

O sucesso defensivo da seleção marroquina vai muito além do goleiro Yassine Bounou, o grande nome da classificação às quartas de final ao defender dois pênaltis dos espanhóis. O top 3 de desarmes do Mundial conta com dois defensores da seleção africana. O lateral Hakimi é o primeiro, com 17. Na mesma posição mas do lado oposto, Mazraoui vem em segundo, com 13, mesmo número que o zagueiro Konaté, da França.

Individualmente, contudo, a Copa do Mundo do Catar tem um nome de destaque muito bem definido: Kylian Mbappé. O camisa 10 da França é o artilheiro do torneio, com cinco gols marcados, e o principal finalizador não só entre as seleções remanescentes, mas de toda a competição. Foram 21 chutes a gol dele em quatro partidas. E com um percentual de conversão de 23,89%. O argentino Lionel Messi, o segundo com mais conclusões (19), tem percentual menor (15,79%), já que balançou as redes apenas três vezes.

Mbappé é também o melhor driblador deste top 8, com 13. Num quesito tão associado ao futebol brasileiro, os jogadores da seleção verde-amarela têm deixado a desejar. Com quatro dribles bem sucedidos, Raphinha e Vini Jr. estão apenas em 10º na comparação com quem ainda está vivo no torneio. Um dado simbólico que ilustra como o Brasil ainda tem como crescer.