Melhor jogador e vice-artilheiro, ex-palmeirense Keno brilha no Egito

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Keno comemora gol pelo Pyramids (EFE)
Keno comemora gol pelo Pyramids (EFE)

Por Luiza Bortolo

O futebol egípcio está em alta. A participação da seleção do país na Copa do Mundo da Rússia após 28 anos e a grande fase de Mohamed Salah, ícone máximo do futebol daquele país, ajudaram a impulsionar o futebol local, que vive um momento especial. Os investimentos chegaram ao Brasil, e jogadores importantes trocaram o futebol brasileiro pelo do país africano.

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É o caso de Keno, que ganhou visibilidade ao brilhar Santa Cruz, clube em que foi campeão pernambucano e da Copa do Nordeste (ambos em 2016), se consolidou no Palmeiras e chamou a atenção do Pyramids, equipe recém-criada e que conta com grande investimento de Turki Al-Sheikh. O bilionário é ex-presidente honorário do Al-Ahly e autoridade geral do esporte na Arábia Saudita, cargo similar ao de Ministro dos Esportes no Brasil.

O atacante brasileiro vive uma ótima fase no país e já é um dos grandes nomes do Campeonato Egípcio mesmo com apenas sete jogos feitos. Eleito melhor jogador do torneio em agosto, Keno contabiliza a vice-artilharia do nacional com quatro gols marcados (só um a menos que o artilheiro) e duas assistências, ou seja, ele participou de 60% dos gols do clube, que também tem o meia Rodriguinho (ex-Corinthians), e os atacantes Ribamar e Carlos Eduardo. O brasileiro falou com exclusividade ao Yahoo Esportes sobre a rápida adaptação ao futebol do Egito.

“Esse início tem sido muito bom pra mim. Fui muito bem recebido aqui no Egito e isso facilitou a adaptação. Estou conseguindo jogar e ajudar o time a vencer e a brigar pela liderança do campeonato. Espero continuar melhorando e contribuindo para que a gente consiga conquistar nossos objetivos”, disse o jogador. Ainda sobre as primeiras impressões sobre o esporte no país, Keno destaca o equilíbrio entre os clubes e os jogos difíceis que o Pyramids tem encarado.

“O que já deu pra perceber é que o campeonato é bem equilibrado. Apesar de a gente ainda estar invicto, os jogos têm sido bem difíceis. Foram vitórias apertadas e empates bem complicados. Pelo o que tenho visto, não teremos jogos fáceis”, completou. Invicto na competição, o clube encarou ENPPI (1×0), El Entag El Harby (1×1), El Geish (2×1), El Dakhleya (3×1), Smouha (1×1), El Gouna (1×1) e El Mokawloon (1×1).

Nem a polêmica saída do treinador Alberto Valentim, que deixou o Botafogo para assumir o comando do Pyramids, atrapalhou o bom futebol apresentado por Keno. Um desentendimento com o dono da equipe fez com que o técnico saísse do comando da equipe após somente três jogos. “A gente procura não se intrometer nessas questões do clube. Claro que conversamos entre todos, mas faço o meu trabalho da melhor maneira possível e não penso em outros temas”, contou. Apesar de perder Valentim, no final de agosto o clube anunciou a contratação de Dida como preparador de goleiros.

No Egito, além das novidades em campo, Keno encara uma nova realidade. Vindo do Palmeiras, uma das agremiações mais tradicionais do Brasil, o jogador trabalha para ajudar o clube a construir uma história – recém-criado, o Pyramids ainda não tem uma base de fãs e os jogos contam com poucos torcedores. “É um desafio legal porque o projeto do Pyramids é interessante e grandioso. É um começo de história e fico feliz em poder ajudar o clube nessa construção”, afirma o atleta.

Fora de campo, a adaptação também vai bem, segundo o jogador, que mora no Cairo, a capital do Egito. “Há muita diferença, mas estou me adaptando bem. As pessoas são educadas e têm me ajudado demais. Não tenho nada do que reclamar, apesar agradecer pelo esforço do pessoal em se esforçar em me fazer sentir mais à vontade.”

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