Melhor adaptação, nove jogos e 18 gols - Eduardo Baptista é superior a Carille e Ceni

Três dos quatro grandes clubes de São Paulo começaram o ano com novidades no comando. Eduardo Baptista, que assumiu o comando do atual campeão brasileiro Palmeiras, tem, em relação a Carille, que foi escolhido no Corinthians, e Rogério Ceni, que se tornou treinador do São Paulo, números e principalmente, melhor adaptação ao time.

A qualidade do elenco ajuda o treinador do Verdão, mas também por este motivo, a pressão sobre ele é maior. Em 9 jogos, são 18 gols marcados e cinco sofridos. Seis vitórias, um empate e duas derrotas, contabilizando Libertadores e Paulista, mas o último jogo, a vitória por 3 a 0 sobre o rival São Paulo, convenceu os torcedores, demonstrou que o time está no caminho certo.

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(Foto: Palmeiras/Divulgação)

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O Tricolor Paulista, completamente dominado pelo time de Baptista, no sábado (11), não tem ainda o equilíbrio do rival. Até aqui, em 2017, são 11 jogos, sete vitórias, dois empates e duas derrotas. O número de bolas na rede impressiona (29), mas a defesa também deixa a desejar. Foi batida 20 vezes. Ceni não precisa abandonar seu estilo ofensivo, mas sim encontrar uma forma de sofrer menos gols.

O Palmeiras, que ainda não teve Borja no clássico contra o São Paulo, é um dos principais times na América do Sul. Apesar da cobrança sobre o treinador, o time tem ganhado forma. Guerra, reforço contratado, marcou nesta partida. Keno no meio da semana, pela Liberta. As peças do numeroso estão se encaixando.

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(Foto: Corinthians/Divulgação)

Já o Corinthians, com 11 jogos, tem oito vitórias, dois empates e uma derrota, com 12 gols marcados e cinco sofridos. Estatisticamente, algo até comparável ao Palmeiras de Baptista, mas contra Caldente e Brusque, pela Copa do Brasil, e contra o Santo André, pelo Paulistão, a equipe demonstrou uma dificuldade grande de criar chances de gol. Contra a equipe catarinense, só classificou nos pênaltis.

Baptista, por enquanto superior a seus rivais, sabe que por ter grandes nomes na sua mão, estar no atual time campeão, e ter a Libertadores pela frente, será cobrado, mas não liga para a pressão de substituir Cuca no Allianz Parque.

"Eu não tenho de rebater pressão. Pressão vai sempre existir. Sou tranquilo, focado no trabalho. Fico alheio a tudo falam. Tudo o que nós programamos vem acontecendo, os jogadores fazem o que pedimos. Isso traz felicidade", afirmou ele recentemente.

Na quarta-feira (15), o Palmeiras recebe o time boliviano Jorge Wilstermann, pela Libertadores, em casa. No próximo domingo, encara o Santos, na Vila Belmiro, pelo Paulisão. Dois jogos que colocarão novamente o novo treinador do Verdão à prova.