Meia relaciona redução do elenco tricolor com campanhas ruins

O técnico Rogério Ceni já deixou claro que enxugará o elenco para o Campeonato Brasileiro. Justamente por isso cortes deverão ser feitos, e os jogadores precisarão mostrar nesta intertemporada que merecem uma vaga na equipe até o fim do ano. O zagueiro Lugano, o atacante Neilton e Shaylon, meia vindo da base, são alguns dos nomes que poderão se despedir do Morumbi.

Embora Rogério Ceni não tenha relacionado a intenção de reduzir o número de jogadores do elenco com os maus resultados recentes, Thiago Mendes crê que a saída de alguns atletas é consequência direta das campanhas sem final feliz no Paulista e Copa do Brasil.

“Quando o resultado não vem, as coisas acontecem. A redução no elenco do São Paulo iria acontecer se a gente deixasse as competições e foi o que aconteceu, mas todos os jogadores estão à disposição do Rogério Ceni. Ele está pensando bastante no que vai fazer, mas a equipe está bastante concentrada”, assegurou Thiago Mendes.

Por ora, qualquer assunto envolvendo a saída de atletas é mera especulação, ainda que essa seja mesmo a tendência. Tido como líder no vestiário e dono de uma grande história no São Paulo, Lugano tem contrato válido até 30 de junho deste ano, mas Rogério Ceni já adiantou que pretende contar com o zagueiro pelo menos até o fim desta temporada. Cabe a diretoria agora decidir se realmente é rentável assinar um novo vínculo com o uruguaio, que atuou em apenas seis das 23 partidas do Tricolor em 2017.

Já Neilton, embora mais utilizado do que Lugano, é um dos mais contestados do atual elenco. Colecionando atuações discretas desde que se transferiu para o São Paulo, o atacante vem perdendo espaço no elenco, mas também foi valorizado por Ceni, que pretende contar com o atleta nas disputas do Brasileiro e da Sul-Americana.

Com a intenção de Ceni reduzir seu elenco de 33 para 29 jogadores, alguns jovens das categorias de base poderão ser emprestados. O treinador já sinalizou que a espinha dorsal da sua equipe será composta por atletas mais experientes, e dar rodagem aos novos talentos em outros clubes do país não é visto como um mau negócio pelo clube.

*Especial para a Gazeta Esportiva