Medina é bicampeão no Ranch e número um do mundo

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Gabriel e Filipe: 1º e 2º na etapa e também no ranking (Kelly Cestari)
Gabriel e Filipe: 1º e 2º na etapa e também no ranking (Kelly Cestari)


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Por Emanoel Araújo

Qualquer que seja a história contada sobre competições em piscina de ondas artificiais, o primeiro nome a ser lembrado será o de Gabriel Medina. O brasileiro tem um surfe tão dominante nas piscinas que não chega ser surpresa seu desempenho no último sábado (21).

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Antes de vencer a estreia do Surf Ranch em 2018, Medina venceu o evento-teste, Future Classic, em 2017, e a Founders Cup foi o atleta de maior destaque. A segunda vitória na água reflete seu momento no circuito mundial. Após o título inédito em J-Bay e o segundo lugar no Taiti, o brasileiro chega ao bicampeonato e alcança a liderança do World Surf League.


Em segundo lugar na etapa e no ranking as notícias não foram tão boas assim. Com uma lesão nas costas que o tirou dos Jogos Mundiais de Surfe, Filipe Toledo perde a lycra amarela, mas mostra que tem força para seguir na cola do novo líder. Com os dois melhores surfistas do mundo, o Brasil tem o dobro de chances de um título mundial.

:: VERDE DE BRASIL, AMARELO DE LIDERANÇA

Repaginado, o evento perdeu um dia de competição. A retirada de uma onda de cada lado por surfista e divisão em seis grupos com seis surfistas em cada, o primeiro dia foi fechado ao público.

O evento que parecia ser tão tedioso quanto na primeira edição ganhou em emoção no segundo dia, no qual a grande maioria dos surfistas melhorava suas notas após a segunda (e última) chance. Com isso, o show de variadas manobras em uma mesma onda levantou os fãs:

 

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 Highlights from Day 2 of the #FreshwaterPro pres. by @outerknown

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No entanto, estes momentos de alto desempenho cobraram um preço alto: o físico. Atletas cansados com uma onda quilométrica de 45 segundos – algo inédito para quem surfa. Com isso, os atletas foram para o último dia de competição apostando muito na parte mental do que física. Estratégico como de costume, Gabriel Medina mostrou que guardara o melhor para o final. Na sua primeira onda na final ele começa com um floater , evita entrar no tubo para completar um kerrupt e finaliza com um mais um 360º. Dos cinco juízes, três deram nota dez para esta onda:

Se o ouro não veio nos Jogos Mundiais, o primeiro lugar volta para Medina no WCT. Uma troca de posição entre ele e Felipe Toledo que projeta a disputa pelo título apenas entre os dois. Em terceiro lugar, Jordy precisa vencer alguma etapa, assim como Kolohe. Único atleta em atividade a vencer duas etapas no ano, Medina é favorito ao tricampeonato mundial.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Além de Filipe e Gabriel, outro brasileiro que fez a final e merece destaque é o paranaense Yago Dora. Ele começou o dia final em 18º, com notas baixíssimas e terminou 6º, o que equivale a terminar uma etapa nas quartas de final.


Na nona colocação, Willian Cardoso foi a síntese deste campeonato. O catarinense demorou para encaixar seu surfe. O cansaço dos surfistas foi personificado na exaustão do Panda ao deixar sua onda. Ofegante, ele deitou ao lado da piscina para respirar. Após o descanso, voltou e fez suas melhores notas no campeonato.

Arriscando tudo para fazer as melhores manobras, Italo não conseguiu repetir o sucesso dos Jogos Mundiais e acabou com o 10º lugar. Jesse Mendes ficou em 20º, Caio Ibelli em 26º e Jadson André ficou em 28º.

Michael Rodrigues, Peterson Crisanto e o convidado Mateus Herdy não passaram da primeira fase.

:: MULHERES IMPRESSIONAM

O sábado derrubou um mito no surfe. Acredita-se que, em geral, mulheres não dão aéreo. A americana Lakey Peterson virou diante da francesa Johanne Defay usando esta manobra, que lhe garantiu a segunda maior nota do campeonato: 9,33. Carissa Moore foi responsável pela a onda que mais impressionou os juízes. Ambas disputam ocupam as primeiras colocações do raking mundial, com a havaiana a frente.


A igualdade na premiação, anunciada há um ano neste mesmo Surf Ranch, mostrou que mulheres competem em pé de igualdade e podem se destacar tanto quanto homens. Um exemplo claro disso é a vice-campeã, a francesa Johanne Defay, que deixou a torcida ensandecida com este tudo:

Quem não empolgou foi Silvana Lima. A brasileira terminou na 14ª posição. A compatriota, Tatiana Weston Webb chegou a segunda fase, mas terminou em oitavo.

:: AU REVOIR, HOSSEGOR

França foi palco da estreia e o melhor desempenho de Medina (Laurent Masurel)
França foi palco da estreia e o melhor desempenho de Medina (Laurent Masurel)


Após duas semanas dos mais variados tipos de surfe, a corrida pelo título dá uma breve pausa de dez dias até chegar na França. A perna europeia, que já decidiu título, pode ser palco de mais uma festa brasileira. Até agora, o Brasil acumula quatro dos oito títulos disputados no ano.

A partir do dia 3 de outubro homens e mulheres estarão na praia de Hossegor, com os mais diversos objetivos no campeonato. Até lá, o Yahoo Esportes destaca o que há de mais importante no mundo do surfe.

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