Medina critica COB por não credenciar Yasmin Brunet: 'Por que só comigo?'

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ROTTNEST ISLAND, AUS - MAY 20: Two-time WSL Champion Gabriel Medina of Brazil surfing in Heat 9 of Round of 32 of the Rip Curl Rottnest Search presented by Corona on MAY 20, 2021 in Rottnest Island, WA, Australia.(Photo by Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)
Gabriel Medina e Yasmin Brunet durante etapa do Circuito Mundial de Surfe (Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

Uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o surfista Gabriel Medina criticou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por dificuldades no credenciamento de seu staff, incluindo uma negativa de fornecer uma credencial para a esposa Yasmin Brunet. 

“Tenho conversado bastante com o COB. A gente pode levar para o Japão duas pessoas dentro da comissão, e cada atleta está levando o seu pessoal. O Ítalo [Ferreira, também surfista] está levando um amigo que o ajuda, e comigo estão dificultando", afirmou o surfista em entrevista à CNN Brasil. "Minha vida mudou, eu tinha outro coaching, outra estrutura, duas pessoas que não trabalham mais comigo, e não me deram a confirmação se vou poder levar meu atual coaching”. 

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De acordo com Medina, ele tentou levar Brunet, que o acompanha no circuito mundial, e Jesse Mendes, surfista e esposo de Tatiana Weston-Webb, mas teve as tentativas negadas.

“Questionei também se posso levar a Yasmin, porque ela tem viajado comigo. Aí eles (COB) falaram que ela não tem nada a ver com o surfe, que ela não poderia ajudar a delegação. Mas e o marido da Tati (Tatiana Weston-Webb)? Ele surfa, participou do circuito mundial", disse. "Estou só questionando por que eu não posso levar? São as pessoas que me ajudam. Não é porque é melhor, é porque são pessoas que estão no meu dia a dia. Acho certo eles levarem o time deles, só que eu não sei qual a dificuldade de eu levar o meu time. Eu vou ter que viajar sozinho? Por que só comigo, sabe?”.

Em contato com a reportagem da CNN, o COB disse que credenciou Andy King como técnico de Medina e que cada integrante da delegação brasileira terá apenas um profissional da área técnica com experiência comprovada, devido ao pouco número de credenciais disponíveis.

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