Médicos reforçam importância de não se automedicar com corticoide como prevenção ao coronavírus

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Médicos reforçam importância de não se automedicar com corticoide como prevenção ao coronavírus
Médicos reforçam importância de não se automedicar com corticoide como prevenção ao coronavírus


Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram, nesta terça-feira (16), que o uso do corticoide dexametasona teve eficácia no tratamento de casos graves do novo coronavírus, diminuindo o risco de morte de 40% para 28% em pacientes entubados. No entanto, especialistas alertam que a substância não deve ser tomada em casos leves e sem receita médica. 

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Além de não ter eficácia comprovada na prevenção da Covid-19, o estudo não mostrou benefícios em pacientes que não precisaram de suporte de oxigênio. Ou seja, não se mostrou eficaz em casos leves.

“Sabe o que corticoide faz com replicação viral? Aumenta. Então é possível que nessa fase dar o remédio seja jogar mais gasolina na fogueira”, afirma Fred Fernandes, médico pneumologista com foco em doença pulmonar avançada e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), em uma rede social. 

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O médico se referia ao uso do medicamento em casos leve da doença, ou fase inicial, pois a Covid-19, segundo ele, tem fases distintas: a inicial (azul) e a avançada (vermelha). O estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade de Oxford considerou a fase vermelha, em que a resposta predominante é a inflamatória. “Isso o corticoide trata bem. Reduz a inflamação”.

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A Coalizão Brasil Covid, grupo formado pelos hospitais pelos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, HCor, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa e Moinhos de Vento, se manifestou também nesta terça-feira (16) dizendo que estuda o uso do medicamento e que está recrutando brasileiros para testarem a droga.

Hoje, o medicamento é utilizado em doenças como a artrite reumatoide e o lúpus, doença em que o sistema imunológico ataca o próprio corpo, as chamadas doenças autoimunes. A dexametasona age como um anti-inflamatório e imunossupressor (ele inibe a ação do sistema imunológico). Sua forma de ação, seja como anti-inflamatório como imunossupressor é diferente de acordo com a dose aplicada.

Na maioria das vezes em que é indicado, o remédio não é usado sozinho. Ele age junto com antibióticos, antivirais ou antiparasitários. “Fica a dica: não busque solução mágica e não se medique sem orientação. Nessa doença tudo tem que ser feito com cuidado e na hora certa”, alerta Fernandes.

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