Mbappé prova o favoritismo da França na Copa do Mundo do Catar e seleção é a primeira classificada às oitavas

Não deveria ser surpresa que a primeira seleção classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo seja a atual campeã do mundo. Mas ao bater a Dinamarca, neste sábado no Estádio 974, por 2 a 1, com seu futebol vertical e o ataque mortal, a França espantou a zica dos campeões, que ela mesma já provou, quando caiu na primeira fase em 2002 - o mesmo aconteceu com a Itália, em 2010, a Espanha, em 2014, e a Alemanha, em 2018. Mais do que isso, o jogo apresentado até aqui confirma seu favoritismo na Copa do Mundo, com dois gols de Mbappé, que soma sete gols em Mundiais, algo que só Pelé alcançou antes dos 24 anos.

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Inclusive o favoritismo se mantém contra o próximo adversário que virá do Grupo C. Quem quer que seja, vai ter de conseguir anular Mbappé & Cia para superar os campeões. Em 2018, o jovem de 19 anos foi a revelação do Mundial da Rússia, hoje, ele comanda a seleção.

A vitória, no entanto, não pode esconder os problemas franceses. A Dinamarca não chegou a ser uma grande ameaça, mas achou as falhas defensivas que preocupam o técnico. Didier Deschamps sabia a dificuldade que seria enfrentar a os dinamarqueses. A França vem de duas derrotas para os dinamarqueses na Liga das Nações. Não à toa, ele mudou algumas peças na defesa. As entradas de Varane, Kounde e Theo Hernandez (esse no lugar do machucado Lucas Hernandez) dariam mais consistência defensiva. Realmente, os adversários mal chutaram a gol no primeiro tempo.

A preocupação defensiva tirou um pouco do ímpeto francês. Mas com tanta qualidade técnica em campo, o jogo flui naturalmente do meio para frente. Dembélé foi o desafogo pela direita, Griezmann se desdobrou no meio-campo e Mbappé, no que seria a melhor chance da França na etapa inicial, só foi parado com falta. Giroud não achou o tempo de bola como no jogo contra a Austrália e acabou substituído por Marcus Thuram, filho do lendário Lilian Thuram, campeão mundial em 1998.

Assim como fica a torcida devem ficar os rivais quando veem a linha de cinco homens de frente subir ao ataque. O estádio todo já se prepara para gritar gol. O time impõe respeito pelo toque rápido, pela velocidade e pelo jogo vertical que em poucos passes está na cara do goleiro em questão de segundos. Foi assim que Mbappé marcou seu 30º gol com a camisa da seleção, após tabela rápida com Theo Hernandez. E tantas outras chances foram perdidas ao longo do jogo, como o belo voleio para fora de Rabiot.

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Mas o calcanhar de Aquiles francês continua lá mesmo com as mudanças. A defesa deu os espaços necessários para que a Dinamarca, na bola área, empatasse com Christensen minutos depois. Era exatamente o que Deschamps temia diante de um adversário mais forte que a Austrália. Há um problema de cobertura nas pontas a se resolver.

Sorte do técnico é ter tanto talento no time. Mesmo com o placar adverso ou o empate, a equipe passa a sensação de tranquilidade e o gol se torna apenas um detalhe. O da vitória saiu depois dos 40 minutos. Mas, em nenhum momento, havia desespero no jogo francês. Pelo contrário, a bola foi bem trabalhada até o cruzamento para Mbappé, que chegou a 31 gols pela seleção e marcou 14 vezes nos últimos 12 jogos.

Na última rodada, dia 30, Deschamps pode até descansar seus titulares diante da Tunísia, que perdeu neste sábado para a Austrália por 1 a 0. Dinamarqueses e australianos se enfrentam pela segunda vaga. A vantagem é da Austrália, que joga pelo empate também na próxima quarta-feira.