Mazepin questiona F1: "Equipes levam dinheiro de patrocínio sem cumprir contrato"

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Nikita Mazepin concedeu entrevista à CNN Internacional e falou da sua saída da Fórmula 1. Foto: Hasan Bratic/DeFodi Images via Getty Images
Nikita Mazepin concedeu entrevista à CNN Internacional e falou da sua saída da Fórmula 1. Foto: Hasan Bratic/DeFodi Images via Getty Images

O piloto russo Nikita Mazepin parece que ainda não digeriu bem sua demissão da Haas após a invasão e seu país à Ucrânia.

Em meio a uma disputa entre sua ex-equipe e a Uralkali, ex-patrocinadora do time americano que pertence a seu pai Dmitry, sobre dinheiro de patrocínio para 2022, a empresa russa exigiu que a Haas devolvesse o dinheiro pago pela temporada de 2022 antes do início do campeonato.

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A equipe bateu o pé e disse que não reembolsaria os 13 milhões de dólares (R$60 milhões), exigindo ainda mais 8,6 milhões (cerca de R$40 milhões) como compensação pela perda de lucros.

Sabendo ser improvável qualquer reaproximação do piloto com a equipe americana, o russo falou em entrevista à CNN Internacional sobre questões que precisam ser feitas sobre o comportamento das equipes.

“Todos têm direito de falar ou não, e a FIA, o órgão máximo do esporte, me permitiu seguir competindo desde que eu me mantivesse neutro. Mas eu diria que o maior problema aqui é voltar a um esporte em que as equipes têm a permissão de reter dinheiro de patrocínio sem cumprir contrato. E ainda por cima pedindo mais, mesmo dizendo que não querem dinheiro da Rússia. Então não sei, mas os valores do esporte precisam ser avaliados depois disso", desabafou.

Questionado sobre as chances de encontrar um vaga no futuro, Mazepin mostra interesse, mas admite dificuldade por conta de como saiu da categoria.

"Claro, eu adoraria voltar ao esporte. Sinto que tenho assuntos inacabados lá. Mas preciso esperar até que a poeira abaixe. E nem sei por onde que eu poderia voltar, porque a Haas obviamente fez aquilo, jogando um jogo pouco limpo, na minha opinião. Mas é diferente para mim", desabafou.

Questionado sobre os ataques russos à Ucrânia, Mazepin preferiu manter neutralidade sobre o assunto.

"Vivo há 23 anos e estava em um mundo muito calmo. Mas sobre a minha posição oficial, disse muitas vezes que é importante para mim ser neutro, porque sou um atleta. E sinto que é importante a possibilidade de ser neutro. E eu inclusive criei uma fundação que ajudará os atletas a se manterem neutros a princípio", finalizou.

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