Mayra Aguiar leva o bronze no judô e faz história ao conquistar 3ª medalha em Olimpíadas

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TÓQUIO, JAPÃO, 29/07/2021: OLIMPÍADAS-TÓQUIO-JUDÔ - Luta entre as judocas Mayra Aguiar (quimono azul), do Brasil, e Anna Maria Wagner (quimono branco), da Alemanha, no Nippon Budokan, arena localizada no Parque Kitanomaru, na capital japonesa, nesta quinta-feira (29). (Foto: Yuri Hiroshi/Agência Enquadrar/Folhapress)
TÓQUIO, JAPÃO, 29/07/2021: OLIMPÍADAS-TÓQUIO-JUDÔ - Luta entre as judocas Mayra Aguiar (quimono azul), do Brasil, e Anna Maria Wagner (quimono branco), da Alemanha, no Nippon Budokan, arena localizada no Parque Kitanomaru, na capital japonesa, nesta quinta-feira (29). (Foto: Yuri Hiroshi/Agência Enquadrar/Folhapress)

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Em uma carreira em que passou por sete cirurgias no joelho, Mayra Aguiar, 29, ficou 16 meses sem lutar entre 2020 e 2021. Voltou no mês passado, no Mundial de Budapeste, para somar pontos no ranking e ganhar ritmo de combate. Era uma preparação para as Olimpíadas nas quais ela, nesta quinta-feira (29), fez história ao conquistar o bronze.

Ao derrotar por imobilização a sul-coreana Yoon Hyun-ji, no Nippon Budokan, a atleta obteve a terceira medalha olímpica de sua carreira, de forma consecutiva e da mesma cor na categoria até 78 kg.

Mayra tornou-se a primeira judoca do país a alcançar a marca de três pódios olímpicos. Rafael Silva, o Baby, poderá conseguir igualar o feito nesta sexta-feira (29), na disputa dos pesos pesados (acima de 100 kg).

Esta foi a quarta participação de Mayra nos Jogos, após Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016.

Considerando todos os esportes, ela se igualou à ex-levantadora Fofão, até então a única mulher brasileira medalhista em três Jogos diferentes.

Bicampeã mundial e que possui ainda quatro medalhas pan-americanas e sete em Mundiais, a judoca se tornou conhecida do grande público aos 15 anos, após chegar à final do Pan do Rio-2007 ainda sem ser faixa preta.

No ano passado, a gaúcha lesionou o joelho e precisou passar por cirurgia (a sétima de sua carreira).

Por causa da operação e da pandemia, ficou 16 meses sem competir, até retornar no Mundial em Budapeste, onde obteve a pontuação que lhe possibilitou ser cabeça de chave em Tóquio.

Na estreia, diante da israelense Inbar Lanir, não deu chances para que a atleta de 21 anos fizesse papel de zebra. Em 40 segundos, a rival já estava de costas no tatame. Ippon para brasileira começar confiante.

O segundo combate representava um desafio bem maior diante do seu momento atual de carreira.

Oitava colocada do ranking, ela enfrentou a número 3 e atual campeã mundial, Anna-Maria Wagner. Após 7 minutos e 47 segundos de tensão, com ambas tentando encaixar o melhor golpe e defendendo bem as investidas, a alemã aplicou wazari sobre a gaúcha.

Mayra saiu decepcionada, mas teria três horas de intervalo para se concentrar antes de iniciar a repescagem, que lhe daria o caminho para o bronze, contra a russa Aleksandra Babintseva.

A brasileira derrotou a 18ª do ranking com facilidade porque sua rival não quis combater. Recebeu três penalidades, a última por deixar o ringue de propósito, e foi eliminada.

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