Marquinhos: "Neymar chega na Copa em uma forma física excelente"

Marquinhos durante a coletiva de imprensa (Foto: Isabella Bonotto/AFP via Getty Images)
Marquinhos durante a coletiva de imprensa (Foto: Isabella Bonotto/AFP via Getty Images)

O zagueiro Marquinhos concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (17) e um dos assuntos foi sobre o protagonismo de Neymar nesta seleção brasileira que disputará a Copa do Mundo, além da possibilidade de que o país enfim chegue ao hexacampeonato.

Companheiro de Neymar no PSG, Marquinhos tratou de falar sobre as condições em que o camisa 10 brasileiro chega, especialmente sobre a responsabilidade que ele tem dentro do grupo.

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"O rótulo e pressão acho que é inevitável, sempre foi assim desde que ele chegou na Seleção. Por tudo que ele é capaz de fazer, pelo o que ele é, pelo o que ele pode trazer para nós, o que faz no PSG, então é normal. Ele sabe lidar com isso, assim como todos nós, sabemos da importância que temos aqui e a pressão que é a Copa do Mundo. Sei de tudo que envolve esse momento. É colocar os dois lados da moeda e aproveitar o lado bom da coisa. Isso tem que nos motivar, nos trazer mais vontade, se preparar mais, para a gente tirar o melhor resultado. O Neymar chega na Copa em uma forma física excelente. Acompanho o dia a dia dele, sei o quanto ele está focado, se preparou e abriu mão de coisas no seu dia a dia. Eu posso falar 100% do que ele tem feito para chegar bem nessa Copa. É de se inspirar e ficar orgulho pelo amigo que sou", disse o zagueiro.

A Copa do Catar é diferente das edições anteriores em que Neymar participou. Em 2014, o craque se machucou nas quartas de final e, em 2018, chegou após um longo período de recuperação após fraturar o metatarso. Por isso e por declarações do próprio Neymar de que essa poderia ser sua última Copa, a pressão parece ainda maior.

"Eu posso falar da minha vida, sou apenas um amigo dele (Neymar). Ele é um jogador que se puder ter um plus na preparação, vai fazer, e está fazendo. Questão alimentar, física, é sobre isso que falo em abrir mão. Ele passou para outro estágio nesses últimos anos. E em relação a responsabilidade, não foi nada forçado, nada pedido por ele. Nosso treinador fomenta muito isso de divisão de responsabilidade. Todos que estão aqui dentro têm sua responsabilidade. Até mesmo com a capitania ele tem fomentando isso, rodando o capitão. Temos lideranças. Não foi nada forçado, foi dia a dia, pelo ambiente que temos. A gente cria isso", complementou.