Marquinhos aproveita parceria, após sofrer com Neymar pelo PSG

Dia 14 de fevereiro, o PSG surpreendeu o mundo ao golear o Barcelona por 4 a 0 em Paris, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Mas, o que pouca gente esperava aconteceu no dia 8 de março. O time catalão conseguiu chegar ao histórico placar de 6 a 1 e despachou a equipe francesa do principal torneio de clubes do Velho Continente. Na ocasião, apesar de uma arbitragem desastrosa, Neymar foi o grande destaque e responsável pela virada do Barça, ofuscando até mesmo Lionel Messi. Por outro lado, o zagueiro Marquinhos, que teve Thiago Silva ao seu lado naquela oportunidade, teve de voltar para casa sem acreditar no que ocorrera.

Nesta quinta, tanto Neymar quanto Marquinhos foram titulares da Seleção Brasileira na também marcante goleada sobre o Uruguai em pleno estádio Centenário, em Montevidéu, de virada, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo do ano que vem, a ser disputada na Rússia. E o defensor admitiu que é ter o atacante, outrora carrasco, como companheiro.

“É muito melhor ter (o Neymar) a favor. Um jogador que vem vivendo um grande momento, vem decidindo jogos importantes aqui (na Seleção) e no Barcelona. É muito melhor ter ele a favor”, comentou Marquinhos, antes de admitir que dos dois conversaram sobre o inesquecível duelo pela Liga dos Campeões dentro da concentração do Brasil.

“Rola (uma conversa), porque é uma coisa, assim, difícil de acontecer todo dia. É ruim estar do lado ruim da história. Creio que a gente não queria ter passado por esse momento, a gente sabe que o Barcelona, no Camp Nou, é muito perigoso. Para mim foi uma experiência, mas tem que colher essas coisas para continuar amadurecendo cada vez mais”, minimizou o jogador.

Apesar de não negar o peso daquela eliminação, nada parece tirar o foco de Marquinhos da Seleção Brasileira antes do confronto com o Paraguai, marcado para a próxima terça, às 21h45, na Arena Corinthians, em São Paulo. O jogo pode marcar a classificação do Brasil à Copa do Mundo e sonho de estar no Mundial já mexe com o atleta.

“Esse pensamento ‘eu vou estar no Mundial’ eu não posso ter, mas é uma coisa que vem desde criança. A gente sonha em vestir a camisa da Seleção, vencer uma Copa do Mundo. Quando começa a chegar cada vez mais perto de ir buscar esse sonho, com certeza vai batendo uma sensação, um sentimento muito bom. A família acaba vivendo com mais intensidade do que a gente. A gente vive dentro e acaba perdendo a dimensão”, finalizou.