Clássico, Marola ou Flat? Veja o termômetro do surfe

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Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)
Tá quebrando pra quem? Saiba como estão os brasileiros no Mundial (WSL)


Por Emanoel Araújo

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O Yahoo Esportes apresenta mais um Termômetro da Tempestade Brasileira, que analisa o momento dos atletas do nosso país após cada etapa do Mundial de Surfe.

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Se um surfista se deu bem no último evento, ele estará CLÁSSICO. Se ficou naquele meio termo, nem brilhou e nem decepcionou, estará na MAROLA. E se as coisas não encaixaram como queria, ele ficará FLAT.

Em Hossegor tivemos de tudo: grandes resultados, surpresas e eliminações precoces. Portanto, vamos ver como ficou o nosso Termômetro da Tempestade Brasileira.

:: CLÁSSICO

Italo Ferreira deu show nas difíceis condições de Hossegor (WSL)
Italo Ferreira deu show nas difíceis condições de Hossegor (WSL)


1 – Italo Ferreira

  • 2º em Hossegor (perdeu de Jeremy Flores na final)

  • 4° no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Italo mostrou mais uma vez que não tem medo de nada. Nas condições mais difíceis que a onda ofereceu, o potiguar encontrou soluções como poucos.

O grande resultado recolocou Italo na briga pelo título mundial. Agora é defender a vitória em Portugal para chegar em Pipeline ainda mais colado em Medina, Filipe e Jordy.

2 – Tatiana Weston-Webb

  • 5ª em Hossegor (perdeu de Carissa Moore nas quartas de final)

  • 8ª no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Tati surfou muito bem na França. Com seu já tradicional e potente backside poderia ter ido até mais longe, mas encontrou ainda nas quartas a havaiana Carissa Moore, campeã da etapa.

O resultado fez com que Tati continuasse na 8ª posição do ranking. O título mundial está muito distante, mas a parte de cima da tabela está garantida.

:: MAROLA

Maior campeão da etapa, Medina não conseguiu desenvolver seu surfe como queria (WSL)
Maior campeão da etapa, Medina não conseguiu desenvolver seu surfe como queria (WSL)


3 – Gabriel Medina

  • 9º em Hossegor (perdeu de Adrian Buchan nas oitavas de final)

  • 1° no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Depois de três finais seguidas, Gabriel Medina entrou em Hossegor como o favorito disparado. Maior campeão em atividade da etapa, o brasileiro começou muito bem, mas quando as condições do mar ficaram no mínimo estranhas, ele sofreu para passar da 3ª fase. Nas oitavas de final, também não conseguiu desempenhar do jeito que gostaria e foi eliminado por Adrian Buchan nos detalhes.

A liderança do ranking foi mantida, mas a chance de abrir uma confortável vantagem foi desperdiçada. Faltam duas etapas para o final do ano e Medina segue como o favorito ao título mundial.

4 – Filipe Toledo

  • 17º em Hossegor (perdeu de Marc Lacomare na 3ª fase)

  • 2° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Título mundial

Filipinho foi um guerreiro na França. Logo na primeira bateria, voltou a sentir a lesão nas costas e saiu antes de sua bateria já vitorioso. Na fase seguinte não teve jeito e ele parou no local Marc Lacomare.

Para sorte de Filipe, Medina não foi muito longe e a diferença continua pequena. Ele já venceu em Portugal, então precisa ser melhor que o compatriota para chegar a Pipeline.

5 – Yago Dora

  • 9º em Hossegor (perdeu de Kolohe Andino nas oitavas de final)

  • 22° no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Top 10

Yago voltou a mostrar um bom surfe na França. Com calma, boa escolha de ondas e tirando alguns aéreos da cartola, o brasileiro por pouco não foi mais longe. Uma polêmica interferência o fez perder para Kolohe Andino nas oitavas de final.

O resultado o manteve no Top 22 que garante vaga no Mundial do ano que vem. Que em Portugal Yago consiga bons resultados para não passar aperto na última etapa da temporada.

6 – Silvana Lima

  • 9º em Hossegor (perdeu de Lakey Peterson na 3ª fase)

  • 12ª no ranking (subiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Silvana passou apertado na primeira fase, mas na bateria seguinte realmente não conseguiu se encontrar e parou na inspirada Lakey Peterson.

Silvana tem que conquistar bons resultados em Portugal e em Maui para se manter na elite no ano que vem e garantir uma vaga olímpica.

7 – Willian Cardoso

  • 17º em Hossegor (perdeu de Wade Carmichael na 3ª fase)

  • 20° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Top 10

“Panda” começou bem em Hossegor, mas na terceira fase o mar não ajudou e sua menor mobilidade pesou na bateria contra Wade Carmichael. Foi difícil encontrar soluções nas condições oferecidas.

O sonhado Top 10 está cada vez mais longe e a preocupação agora é se manter entre os 22 que garantem vaga na próxima temporada.

8 – Caio Ibelli

  • 17º em Hossegor (perdeu de Jeremy Flores na 3ª fase)

  • 23° no ranking (caiu duas colocações)

  • O que busca: Permanência na elite

Caio poderia ter mudado o destino da etapa. Depois de um início seguro, o brasileiro perdeu nos detalhes para Jeremy Flores. Com a vitória, o francês embalou e foi até o título inédito em casa.

Caio segue tentando somar tudo o que puder para se garantir no ano que vem. Ele está na ‘bolha’, aquele pedaço do ranking onde tudo pode acontecer.

9 – Peterson Crisanto

  • 17º em Hossegor (perdeu de Seth Moniz na 3ª fase)

  • 28° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Conhecido como Urso, Peterson não vem mostrando o mesmo desempenho do início do ano. Na França, foi regular em todos os momentos. Faltou aquele algo a mais para conseguir fazer frente aos adversários e ir mais longe.

Em uma temporada de estreia, os altos e baixos são normais. O paranaense lida bem com a pressão e tem surfe para melhorar no ranking mundial, mas precisa fazer isso já em Portugal.

10 – Jessé Mendes

  • 17º em Hossegor (perdeu de Italo Ferreira na 3ª fase)

  • 29° no ranking (manteve a mesma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

Jessé não foi longe na França, mas novamente mostrou muita evolução. O brasileiro soube encaixar as manobras certas nos momentos corretos e se saiu bem.

Jessé segue na parte debaixo do ranking e bem abaixo da linha de corte para o ano que vem. A reação tem que ser na próxima etapa.

:: FLAT

 

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 Thankfully, @jadsonandre’s ok. #QuikPro France

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Jadson tomou um susto, mas passa bem (WSL)

11 – Michael Rodrigues

  • 17º em Hossegor (perdeu de Ryan Callinan na 3ª fase)

  • 26° no ranking (caiu uma colocação)

  • O que busca: Top 10

Realmente a segunda metade da temporada está muito longe do que Michael e todos os fãs de surfe esperam dele. A queda do desempenho foi enorme, assim como seu ranking, que despencou nas últimas quatro etapas.

Michael precisa de mais resultados consistentes para sair da bolha e não correr riscos no final da temporada. Muito foco em Portugal e cabeça fria em Pipeline.

12 – Deivid Silva

  • 33º em Hossegor (perdeu de Soli Bailey e Caio Ibelli na 2ª fase)

  • 18° no ranking (caiu três colocações)

  • O que busca: Melhor novato do ano

Após quatro ótimas etapas, Deivid teve o seu pior resultado no ano. Ele não venceu nenhuma bateria e terminou com a última posição.

DVD segue na bolha e seria importantíssimo tirar um bom coelho da cartola em Portugal para chegar no Havaí já garantido na elite para o próximo ano.

13 – Jadson André

  • 33º em Hossegor (perdeu de Kolohe Andino e Marco Mignot na 2ª fase)

  • 31° (caiu uma colocação)

  • O que busca: Permanência na elite

O ano de Jadson no WCT realmente não é nada bom. Pela terceira vez em nove etapas ele ficou na última colocação. Depois de uma primeira fase razoável, ele foi para a repescagem e tomou um susto. Ao tentar pegar um enorme tubo, embicou sua prancha e se machucou seriamente, inclusive tendo sangramento no ouvido (vídeo acima).

Um ótimo resultado em Portugal é fundamental para se garantir na elite no ano que vem sem depender do ranking da Divisão de Acesso.

Então fique ligado, porque depois de todas as etapas do Mundial de Surfe, o Yahoo Esportes vai trazer para você o Termômetro da Tempestade Brasileira.

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