Marlon Moraes chega ao UFC focado e avisa: 'Sou lutador, não ator'

Luis Fernando Coutinho

O mundo do MMA se acostumou a aceitar muitas vezes o poder do entretenimento acima da esportividade. Atletas falastrões, polêmicos e populares estão tomando o espaço daqueles que fazem por merecer oportunidades lutando, trabalhando apenas dentro do cage. Marlon Moraes é um exemplo. Ele faz sua estreia no Ultimate no dia 3 de junho, no Rio de Janeiro, pelo UFC 212, contra Raphael Assunção, mas garante que não está disposto a mudar sua postura para conquistar notoriedade na organização.

Em entrevista ao LANCE!, Marlon avalia a mudança de postura de atletas que tentam se adequar aos "novos tempos", mas garante que vai buscar no UFC alcançar o topo mantendo seu estilo.

- Vou continuar sendo o mesmo Marlon que sempre fui. Sou lutador, não ator. Quero ser o melhor lutador do mundo, não o melhor ator. Não vou tentar ser o que não sou. Vou fazer o meu melhor e quando acharem que mereço a chance pelo título, estarei pronto. Quero ser um campeão - afirmou o lutador.

Com um cartel de 18 vitórias e quatro derrotas na carreira, Marlon está invicto desde 2011. São 13 lutas de invencibilidade. Ele era o campeão dos galos do WSOF (Worlds Series Of Fighting) e chega ao Ultimate com status de futuro desafiante ao título.

- O principal objetivo é lutar pelo cinturão. Mas vou deixar isso nas mãos do UFC, Vou lutar quantas vezes acharem que tenho que lutar. Um campeão é aquele que é melhor que todos. Se tiver de vencer todos da categoria para provar isso, eu farei - explicou.

Bate-bola com Marlon Moraes
Por que você acha que demorou tantos anos para chegar a um acordo com o UFC?
Acho que foi tudo na hora certa. Quase fui em 2012, no TUF Brasil, não passei na parte final, mas veio a oportunidade do WSOF, sempre querendo mais. Depois veio outra chance, ficou aquele "vai ou não vai" e acho que agora a oportunidade veio na hora certa. Estou preparado, foi tudo transparente. Estou feliz. É um contrato de seis lutas.

Qual a sua análise do Raphael Assunção?
É uma luta muito significativa. A gente não escolhe luta, somos profissionais. O Raphael é gente fina, grande profissional. Infelizmente teremos de lutar, mas nos entendemos, sabemos que é uma oportunidade grande, ele é um cara duro, um dos melhores.

Como será para você fazer a estreia em um evento do UFC no Rio?
É uma oportunidade única poder estrear no maior evento do mundo, no meu pais, no Rio de Janeiro, mais ainda pelo significado do Rio para as lutas.

O que você espera da torcida nesse evento?
Vai ser bacana ter a galera apoiando. Sou um cara que luto para frente, vai ser bacana. Vou levar um show para eles no dia 3. Quero utilizar essa energia e não deixá-la me afetar negativamente.





















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