Mariana Becker reitera desejo por mulher piloto na Fórmula 1 e conta bastidores da cobertura das corridas

·3 min de leitura
Mariana Becker é referência na cobertura da Fórmula 1 (Foto: Divulgação/Vira Comunicação)


Referência nas coberturas da Fórmula 1 há mais de 15 anos, Mariana Becker falou sobre a relação da mulher no mundo da modalidade. Em entrevista ao "Universa", do UOL, a jornalista contou que houve um aumento de mulheres na F1 em relação ao ano em que começou a trabalhar na área, mas fez ressalvas. Mariana ressaltou que gostaria de ver uma mulher piloto e mais na cobertura do esporte.

> Veja o que rolou na 1ª noite de desfiles do carnaval do Rio de Janeiro

- Quando eu cheguei, tinha algumas mulheres. Eram poucas na cobertura do esporte, dava para contar nos dedos de uma mão. Mas tinham algumas trabalhando nos motorhomes, na logística, na pate administrativa e nas assessoria de imprensa - disse a repórter da Band.

- Eu acho que melhorou muito a relação com as mulheres. Estamos em maior quantidade hoje em dia, principalmente na televisão, mas ainda temos um longo caminho pela frente. E digo que o caminho é longo porque temos que ter mais mulheres na cobertura e no próprio esporte. Está faltando uma mulher piloto na Fórmula 1. O fato e não termos é um belo exemplo de como ainda precisamos galgar um caminho pela frente - completou.

Contudo, apesar desse aumento, Mariana revelou que, no dia a dia das coberturas não há sororidade. Ela conta que as demais repórteres se limitam a ajudar apenas em casos de urgência.

- Não rola sororidade. O que rola, às vezes, é se alguma de nós esqueceu o absorvente, e a outra ajudar, por exemplo. Coisas bem típicas de mulher que elas entenderiam a urgência e a importância do pedido. Mas parceria por sermos mulheres enfrentando as mesmas coisas, conversas, dividir e desabafar ou alertar para tomar cuidado com algo, não. É uma pena.

Mariana também contou outros bastidores da cobertura da corrida e revelou que fazer o ao vivo é a parte mais prazerosa. Por outo lado, afirmou que a parte mais difícil é acompanhar a corrida pelos monitores. Com tantas situações que ocorrem dentro de uma corrida de, em média, 60 voltas e 20 competidores, ela destacou que ter tudo na cabeça não é fácil quando acaba.

- Fazer ao vivo é a parte mais prazerosa para mim. Tenho vontade de levar quem está de outro lado da tela, desde quem ama a F1 até minha mãe que não entende, junto comigo, de uma maneira descomplicada, como se fosse um convidado na minha casa. O mais difícil é acompanhar a corrida pelos monitores. Nem sempre dá para ver direito, relfete luiz, às vezes não estão todos os númeors que precisamos. Uma corrida tem, em média, 60 voltas com 20 competidores. Muita coisa acontece nesse período. Ter tudo na cabeça quando acaba é difícil.

- Por exemplo, um piloto pode fazer uma corrida, trocou o pneu na hora errada, está frustrado, enquanto outro vive um grande momento. viveu o que há de mais emocionante. Eu tenho que ter tudo isso em mente, falando línguas diferentes na hora da entrevista. E eles não chegam na ordem dos meus pensamentos, chegam de forma aleatória para falar. Te, que ser uma memória muito rápida. A Ju, que trabalha comigo, me ajuda muito.

- Uma vez, o Esteban Ocon veio para a entrevista e me deu um branco completo. Eu não conseguia lembrar de nada no ao vivo. Fiz uma pergunta aleatoria para ele e depois fiquei me perguntando como falei algo tão imbecil. Em outro GP, o chamei para me desculpar e ele nem lembrava mais. Disse que, várias vezes, nem sabe o que responder. Rimos juntos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos