Marcos Mion lamenta racismo em programa: "Me deu raiva"

Yahoo Vida e Estilo
Foto: Reprodução/Record
Foto: Reprodução/Record

Marcos Mion falou sobre o caso de racismo envolvendo Sabrina Paiva e um operador de câmera no reality ‘A Fazenda’ na noite de terça-feira (5). Em suas redes sociais, o apresentador da Record contou que sentiu “raiva e vergonha” quando soube que o funcionário, que já foi demitido pela emissora, chamou a peoa de “macaca”.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Segue a gente!

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

"Eu vi o vídeo [depois do fim do programa]. O cara falou nos bastidores tão alto que vazou no microfone dos participantes. Fui embora com uma raiva e uma vergonha. Todo mundo [saiu assim]”, disse Mion, que revelou torcer para Sabrina levar o caso para frente.

“É triste, é desumano, é crime. Torço que a Sabrina leve isso [a ação judicial] adiante e tenha coragem. Vi que a família está preparada e torço para que sigam adiante. É inaceitável uma pessoa tratar outra assim”, disparou o apresentador.

Leia também

No programa exibido nesta quarta-feira (6), Mion esclareceu o ocorrido para o público que não acompanha a transmissão 24h. “Quero falar sobre uma coisa muito triste. Durante o programa ao vivo de ontem, um operador de câmera posicionado atrás de um dos espelhos da sala fez um comentário racista sobre a Sabrina. Assim que o programa acabou, a produção identificou esse câmera. Ele foi repreendido e afastado na mesma hora”, avisou ele.

Mion garantiu em seguida que a Record repudia a atitude do ex-funcionário e qualquer tipo de preconceito. Ele reiterou que Sabrina receberá apoio do canal e lamentou o ocorrido novamente. “Como foi uma ofensa racial, a Sabrina tem o direito de processar essa pessoa, se assim quiser e no momento que quiser. A Record TV e a produtora Teleimage lamentam o ocorrido e não admitem que esse tipo de atitude aconteça em suas produções.”

Antes de finalizar o discurso, Mion registrou que os peões já foram avisados sobre o caso. “A Sabrina e todos os peões foram informados do que aconteceu e das providências que foram tomadas. A gente lamenta a todos que se sentiram ofendidos com essa atitude absurda, completamente lamentável desse membro, quer dizer, ex-membro da equipe. No Brasil, racismo é crime!”, finalizou.

Entenda o caso

O reality ‘A Fazenda’ ficou entre os assuntos mais comentados desta terça-feira (5) por conta de uma polêmica envolvendo a participante Sabrina Paiva. A peoa contou para os colegas de confinamento que foi chamada de “macaca” por um funcionário da produção do programa.

O relato viralizou nas redes sociais e as tags “racismo é crime” e “Sabrina merece respeito” ficaram em evidência. No vídeo compartilhado, a modelo diz que o insulto veio “por trás dos vidros”, área onde circulam apenas funcionários e câmeras do reality.

“Acho que aquilo foi pra mim, de verdade. Eu era a única que estava em pé. Você viu? Na hora que estava tomando água, estava todo mundo sentado. Aí só ouvi um ‘senta aí, macaco’ e um palavrão”, contou Sabrina.

Assim como a miss, Hariany e Rodrigo Phavanello confirmaram o relato e ficaram indignados. “Ele falou: ‘senta aí logo, macaco'”, reiterou a goiana. Rodrigo completou que o caso é grave e compartilhou o acontecimento com outros peões da casa. Os colegas, porém, amenizaram a situação dizendo que pode ter sido um diálogo entre funcionários.

Na manhã desta quarta-feira (6), a Record confirmou o episódio. Em nota, a emissora informou que a produtora Teleimage (que presta serviços à Record TV e é a contratante do operador de câmera) identificou o ofensor ao fim da atração. Ele foi repreendido e teve seu contrato de trabalho rompido sumariamente.

Muitas polêmicas

A 11ª edição da Fazenda tem sido marcada por inúmeras polêmicas. Além do caso de racismo, a temporada já teve uma expulsão por assédiomaus-tratos aos animais e um show de frases misóginas. Até aqui, o que mais repercutiu foi a expulsão de Phellipe Haagensen.

Na ocasião, Marcos Mion falou que a emissora tem o dever de cumprir as leis. “Beijo roubado e forçado, ‘encoxada’, mãos bobas são considerados crimes sexuais. É proibida qualquer ação que coloque em risco a integridade física dos participantes e a produção deve cumprir o regulamento, mas também deve cumprir as leis (...)”.

Leia também