Marcos Goto assume coordenação técnica das seleções de ginástica

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) divulgaram, nesta terça-feira, uma importante mudança na categoria. Marcos Goto, conhecido por ser o técnico da seleção masculina nas duas últimas vitoriosas Olimpíadas disputadas pelo Brasil, assumirá agora o cargo de coordenador técnico de ginástica artística das equipes masculina e feminina para o ciclo olímpico de 2017/20. O objetivo da mudança é integrar o trabalho nas duas frentes.

Logo após assumir a nova função, Marcos Goto explicou como serão as primeiras medidas adotadas no novo cargo. “A primeira filosofia a ser adotada é o trabalho conjunto entre as Seleções e os comitês técnicos. Além disso, queremos integrar o masculino e o feminino, com os profissionais trabalhando nas duas frentes. O feminino tem um trabalho muito bom e mais resultados, numericamente, pelos investimentos feitos em longo prazo. Não são muitas mudanças, mas queremos trazer um pouco da sistematização do masculino para o feminino. Queremos que todos deem sua opinião, integrando toda a ginástica”, afirmou.

A ginástica brasileira também seguirá tendo uma grande equipe de profissionais. Klayler Mourthe seguirá como supervisor de seleções, Juliana Fajardo será a coordenadora de serviços para performance e Breno Schor o coordenador médico. No Comitê Técnico da ginástica artística, Robson Caballero comandará o masculino e Yumi Sawasato o feminino.

No comando técnico, Cristiano Albino será o treinador da seleção masculina e Irina Ilyashenko e Francisco Porath da feminina. Leonardo Finco será o gerente de ambas as equipes. Novos contratados serão divulgados até agosto conforme os dois times nacionais forem sendo formados nas seletivas.

Com a formação de grande parte da equipe que comandará a ginástica, Marcos Goto demonstrou otimismo em relação ao próximo ciclo olímpico. O coordenador técnico aproveitou para explicar outras mudanças a serem feitas.

“Outra estratégia adotada é que os árbitros internacionais credenciados pela CBG junto à Federação Internacional de Ginástica (FIG) terão participação mais efetiva na elaboração das séries dos atletas. A ginástica artística teve uma evolução muito grande no último ciclo, conquistas em nível mundial, com masculino e feminino apresentando novos valores e renovação de atletas. Mas ainda tem muito a ser feito. Temos que recriar projetos e ações para mantermos o patamar de excelência e a modalidade continuar no pódio olímpico”, completou.

As novidades, porém, não param por aí. Buscando um bom desenvolvimento até os Jogos Olímpicos de Tóquio, 2020, os comandantes da Seleção buscarão também a integração da equipe adulta com as categorias de base. Além disso, será promovida a realização de clínicas com técnicos estrangeiros.

O time brasileiro participará deu sua primeira competição internacional em 2017 já neste final de semana. Entre os dias 1 e 2 de abril, a seleção feminina viaja para a disputa do Trofeo Cittá di Jesolo, torneio disputado anualmente na Itália.