Marcos 'Pezão' revela porque não abre mão de treinar no Brasil

Após ser finalizado por Nikita Krylov em agosto de 2015 e sofrer sua primeira derrota no Ultimate, Marcos Rogério de Lima decidiu fazer mudanças no seu treinamento. No início do ano seguinte, ‘Pezão’ passou a fazer parte de sua preparação na renomada equipe ‘American Top Team’, onde encontrou sparrings do seu tamanho e peso e que lhe possibilitaram um grande crescimento como lutador. No entanto, mesmo ciente de que treinar nos EUA pode lhe ser mais benéfico como atleta, o meio-pesado (93 kg) prefere seguir frequentando, também, a academia 011 – de onde sempre fez parte. E os motivos são simples: ficar perto da família e não perder as raízes.

Com duas vitórias em suas últimas três apresentações depois de mais de um ano treinando na ATT, Pezão reconhece que o intercâmbio feito com a famosa equipe americana é um dos principais fatores para a melhora no seu desempenho. Contudo, o paulista não abre mão de também se preparar em sua academia de origem.

“Em termos de performance, eu mudei bastante coisa. Agora, faço a maior parte do meu camp aqui nos EUA, na American Top Team, onde tem bastante gente do meu peso para eu treinar. É muito difícil encontrar pessoas do meu peso para treinar no Brasil. Então, acho que esse intercâmbio é o ponto diferencial”, afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight, antes de explicar os motivos que o levam a seguir treinando no Brasil.

“Com certeza, o principal motivo para eu seguir fazendo treinos no Brasil é para poder estar próximo de casa, da família e dos amigos. Mas, além disso, no Brasil, a 011 [academia] é o lugar que eu uso para evoluir. Eu trago o que eu aprendi para a minha equipe de origem, para compartilhar com meus companheiros e para a gente treinar, evoluir e eu continuar sendo o que eu sempre fui. No momento, não penso em me mudar definitivamente para os EUA. Eu passo bastante tempo aqui em função dos meus treinamentos”, contou.

Apesar da idade média elevada dos atletas que lutam nos meio-pesados, do fato de Jon Jones ainda estar suspenso até julho e das ausência de Anthony Johnson e Ryan Bader – o primeiro anunciou a sua aposentadoria após o UFC 210 no último dia 8 de abril e o segundo assinou contrato com o Bellator -, Pezão não acredita que a divisão está ‘debilitada’. Na visão do paulista, a categoria é muito competitiva e lutadores pouco ranqueados podem dar trabalho para os que estão no topo.

“Essa é uma categoria muito equilibrada. Se você pegar o último do ranking e colocar contra qualquer atleta dos top 5, ele vai fazer frente. A divisão está muito equiparada. Tem grandes nomes como Glover, Gustafsson e Shogun – que está voltando bem. Então, tem bastante gente boa”, declarou.

No próximo dia 22 de abril, Pezão subirá no octógono mais famoso do planeta para encarar Ovince St. Preux no UFC Fight Night 108, evento que será realizado em Nashville (EUA). Aos 33 anos de idade, o atleta coleciona na carreira um cartel com 15 vitórias, quatro derrotas e um empate.