Marco Aurélio Cunha diz pensar em tentar concorrer à presidência do São Paulo: 'Devo isso ao torcedor'

Alexandre Guariglia
LANCE!
Marco Aurélio cogita concorrer à presidência do Tricolor na próxima eleição (Foto: Rener Pinheiro/ MoWa Press)
Marco Aurélio cogita concorrer à presidência do Tricolor na próxima eleição (Foto: Rener Pinheiro/ MoWa Press)


Uma pequena entrevista ao "Blog do Menon", no Uol, fez Marco Aurélio Cunha ser um dos personagens mais falados na tarde desta terça-feira. Isso porque o atual coordenador de futebol feminino da CBF disse cogitar a candidatura à presidência do São Paulo nas eleições deste ano. Em entrevista ao LANCE!, o dirigente afirmou ter ficado surpreso com a repercussão de suas palavras.

- Foi uma conversa despretensiosa com o Menon, não esperava o quanto isso repercutiu. Acredito que seja reflexo do desejo do são-paulino - comentou.

Ex-diretor e conselheiro do Tricolor, Marco Aurélio Cunha é uma das figuras mais famosas entre os dirigentes do clube na última década e tem a simpatia de muitos torcedores, que gostariam de vê-lo como presidente, principalmente diante da má fase nos anos recentes e o desagrado com a gestão atual.



Apesar de cogitar concorrer ao cargo em substituição a Leco, que não pode tentar outro mandato, ele ainda não decidiu se tentará mesma a eleição. A decisão, que terá participação de sua família, deve sair após o Carnaval, já que tem seu trabalho na CBF, do qual não pretende sair de forma repentina.

- Eu sinto que eu devo isso ao são-paulino, e devo também à minha biografia. Vou me sentir muito mal se eu não tentar. Eu estava no aeroporto nesta manhã, desde o gari ao alto executivo me param para falar sobre isso, perguntando quando é que eu vou assumir o clube. Um piloto, uma vez, saiu da cabine e me perguntou sobre isso. É uma coisa que eu cogito e penso tentar, mas ainda não está decidido - declarou.

Em 2016, quando o São Paulo brigava para não ser rebaixado no Brasileirão, Marco Aurélio pediu licença de seu cargo na CBF para poder ajudar o clube, que passava por uma de suas maiores crises internas e dentro de campo. Naquela ocasião, o time conseguiu se livrar da queda e subiu na tabela.

- O Leco foi até a minha casa, me pediu para ajudar, pedi uma licença à CBF e fui para lá ajudar. Foi a pior fase que poderia se imaginar, só eu sei o que eu passei naquele momento. O Leco perguntou se eu iria continuar depois, mas um "vai continuar?" bem discreto. Indiquei o Rogério Ceni, fui até a Florida Cup e saí, essa foi a minha participação - disse antes de completar:

- Sempre que me chamaram, eu ajudei, mas não me chamam mais. As pessoas me cobram para ajudar, mas como eu vou fazer? Vou entrar na sua casa de forma forçada? Seria falta de respeito! E eu não sou desses caras que ficam maltratando o Leco, eu não faço isso. Também discordo da maioria das coisas que aconteceram, mas não vou ficar batendo publicamente, promover a discórdia, porque eu sou minimamente educado. Eu aprendi no São Paulo que não é esse o caminho. Falam que o São Paulo é diferente, talvez não seja mais.

Com os bastidores agitados por conta da má fase do clube e conflitos internos, isso tende a se potencializar com o ano eleitoral. Marco Aurélio é um dos personagens que mais unem os lados opostos entre os cartolas são-paulinos, perfil que pode ganhar corpo no próximo pleito.

- Eu não tenho inimigos, levo a minha vida de forma apaziguadora, tenho decisões firmes, sou duro quando tem que ser duro, aprendi muito com os presidentes que trabalhei, tenho por eles o mais profundo respeito, por isso que eu não falo mal da instituição, eu não falo mal do São Paulo, mesmo que esteja muito ruim, as pessoas gostam de falar mal do São Paulo, como se fosse uma terapia, reclamando. Eu prefiro trabalhar.

Caso entre na disputa para a presidência do clube, Marco Aurélio já tem uma ideia do que pretende fazer com o São Paulo dentro e fora de campo.

- Essa atitude nós precisamos mudar, atleta tem que ter uma atitude mais colaboradora. E sabe o que eu acho? Os jogadores correm, claro que eles tem vontade, mas não está todo mundo pensando do mesmo jeito, não está com a fome que os clubes vencedores têm, precisa de tranquilidade para jogar, precisa de paciência, hoje há o desespero e isso faz com que a gente se perca.

- Cobrança firme, com respeito, trazendo pessoas que tenham esse pensamento coletivo e não individual em todos os setores, inclusive os presidentes, não tem "eu", um time é um time, divisão de qualidades, divisão de potencialidades, diversas diretorias com os melhores nos melhores lugares, é isso que a gente tem que fazer - concluiu.


















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