Marcelo Melo fez “manutenção do seu corpo” na pandemia e acredita em medalha olímpica

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Marcelo Melo cuidou do corpo durante a pandemia. Foto: Jean Catuffe/Getty Images
Marcelo Melo cuidou do corpo durante a pandemia. Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Embora tenha atuado menos na temporada passada, tendo um prejuízo técnico e financeiro, por conta da perda de patrocinadores e da pandemia da Covid-19, o tenista Marcelo Melo, um dos principais jogadores do ranking mundial de duplas, encontrou benefícios no período sem jogos, em 2020.

Natural de Belo Horizonte, ele aproveitou para curtir a família e amigos e para "fazer uma manutenção em seu corpo", a fim de voltar ao circuito mundial renovado e poder disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio com boas chances de medalha.

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Aos 37 anos, ele disse que, desde que se tornou um tenista, nunca mais passou tanto tempo em casa, como neste período.

- A minha rotina pessoal, durante a pandemia, mudou. Eu acabei ficando mais tempo em casa. Desde que eu comecei a jogar tênis, nunca tinha ficado tanto tempo em casa. Eu pude curtir bastante a minha família e os meus amigos. Já na questão profissional, por ter ficado tanto tempo em casa, eu pude fazer uma manutenção no meu corpo para voltar forte aos torneios.

Melo detalhou como foi a sua rotina de treinos, durante o período em Belo Horizonte, com uma mescla de atividades e um período de recuperação, sem forçar, pois não era possível saber quando voltaria a atuar.

- Os treinos foram muito bem mesclados. Não adiantava treinar muito firme, sabendo que o próximo torneio poderia demorar dois meses ou mais para acontecer. Tivemos que balancear muito bem os treinos, com a coordenação e a fisioterapia para manter a calma. Alguns dias de descanso entre eles. Foi importante ter um critério e um planejamento do nosso time todo, para tirar como benefício esse tempo em casa.

Por conta da pandemia da Covid-19, algumas empresas mudaram de estratégia e acabaram deixando o esporte, fato que fez com que Marcelo perdesse alguns patrocinadores. O tenista viu a situação como normal, pelo momento que passa o mundo, mas reforçou que os seus antigos apoiadores seguiram ao seu lado.

- Eu mantive alguns patrocínios, outros não tiveram os seus contratos renovados, mas faz parte. Algumas empresas souberam lidar melhor com a pandemia e outras tiveram mais dificuldades. Isso não foi só comigo, como também com a maioria dos atletas. Posso dizer que os patrocínios mais sólidos, que estavam comigo há mais tempo, ficaram. Isso me deixou muito feliz e mostra lealdade. Agradeço muito a eles e à confederação (brasileira de tênis), que sempre nos ajuda como pode.

Marcelo Melo (dir) durante a Rio-2016 fazendo dupla com Bruno Soares (esq). Foto: Clive Brunskill/Getty Images
Marcelo Melo (dir) durante a Rio-2016 fazendo dupla com Bruno Soares (esq). Foto: Clive Brunskill/Getty Images

Confiança na conquista de uma medalha olímpica

Sobre a temporada 2021, Marcelo Melo destacou a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado do amigo Bruno Soares. Ele, inclusive, citou a felicidade por voltar a atuar com o compatriota. Melo, atualmente, faz dupla com o holandês Jean-Julien Rojer, no circuito de tênis, enquanto Soares joga com o britânico Jamie Murray.

- Sempre é um prazer jogar com o Bruno. Conheço ele desde pequeno e todos sabem que já jogamos juntos muitas vezes. Participar das Olimpíadas é um objetivo enorme para mim e para o Bruno. Podemos dizer que até é o objetivo principal, na temporada. Acredito que podemos ir longe, já que estamos jogando muito bem. Vamos atrás dessa medalha tão sonhada por nós dois, pelo Brasil e pelos apoiadores do tênis. Gostamos de jogar no Japão e acredito que teremos boas energias durante a competição.

O tenista revelou que tem seguido todos os protocolos da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), desde o início. Por isso, encarou o retorno às quadras sem o medo de ser contaminado pelo coronavírus.

- Muita coisa mudou. Os torneios, atualmente, exigem testes toda hora, são novos processos. O circuito ainda está tentando voltar ao normal. Eu não tenho medo de disputar competições em outros lugares. Precisamos tomar todos os cuidados. Eu não tomei a vacina, mas me cuidei bastante e não tive o Covid. Quando viajo de avião, eu uso duas máscaras, mantenho o distanciamento social. Não podemos deixar o hotel durante os torneios, nem para nos alimentar em shoppings, por exemplo. Respeito muito bem as regras e isso reduz muito a chance de ter algum contato com o vírus. Não tenho tanto medo por estar tomando as precauções.

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