Crivella fala em 'Globolixo' na CNN e âncora repreende prefeito: "não é bem-vindo"

·2 minuto de leitura
The Mayor of the city of Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, talks about the ''lockdown'' during a press conference at the Field Hospital, for the treatment of patients with the corona virus, Covid 19, in Rio Centro, west of the city, on May 12, 2020.  (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
Foto: Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)

Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro, criticou a TV Globo e os institutos de pesquisa durante uma entrevista à CNN Brasil. Sem apresentar provas, o candidato à reeleição nas eleições municipais foi repreendido pela âncora Monalisa Perrone, que conduzia a conversa.

Ao ser perguntado sobre uma pesquisa Ibope que mostra uma má avaliação do carioca sobre sua gestão na Saúde, Crivella disse que os institutos são movidos por “paixões". Também afirmou que levantamento eleitorais do Ibope tiveram "100% de erro", o que é inverídico.

Leia também

Diante das críticas infundadas, a jornalista relembrou Crivella que aquele seria um espaço para demonstrar propostas e ajudar o eleitor a decidir entre ele e o candidato Eduardo Paes (DEM) no segundo turno da capital fluminense.

"Candidato, para reiterar, esse é um momento propositivo, né? Então qualquer tipo de ataque a qualquer pessoa ou instituição não é bem-vindo, para pontuar. De fato, o momento e o espaço são importantes para que as pessoas escutem as suas propostas", afirmou Monalisa.

Crivella, que é sobrinho do proprietário da TV Record Edir Marcedo, ainda chamou a TV Globo de “Globolixo.

"Essas pesquisas não são feitas com pessoas que usaram hospital, são feitas com as pessoas que assistem a Globolixo. Globolixo não é um termo que criei, é um termo consagrado pelo povo do Rio de Janeiro. Eles vão para porta do hospital e pegam uma exceção para tentar fazer de regra a fim de trazer o governo para uma situação de refém", argumentou Crivella.

O prefeito ainda insistiu na versão de que pesquisas sobre a avaliação de sua gestão não eram realizadas com métodos isentos.

"Façam pesquisa com quem usou o hospital, não com quem é manipulado pela Globolixo, essa Globolixo fala mal, as pessoas não conhecem e se sentem no dever cívico de reclamar da saúde porque é uma coisa patriótica, porque amanhã podemos precisar", afirmou Crivella.

Na pesquisa Ibope divulgada em 14 de novembro, logo antes do primeiro turno das eleições, o Ibope apontou Crivella com 18% dos votos válidos (podendo oscilar, portanto, entre 15% e 21%, de acordo com a margem de erro). Nas urnas, Crivella obteve 21,9% dos votos.