Marcelinho diz que ser ídolo do Flamengo é “sonho realizado”

Marcelinho Machado é um dos principais nomes do basquete brasileiro e, sem dúvida, um dos maiores jogadores que já vestiram a camisa do Flamengo. O ala-armador estava em quadra nos cinco títulos do Rubro-Negro do NBB, e é apontado por muitos como o maior que já vestiu a camisa do time na modalidade. Em conversa com a Gazeta Esportiva durante um evento de uma patrocinadora do Jogo das Estrelas do NBB, o camisa 4 não escondeu a satisfação de ser apontado como um ídolo, ainda mais de seu time de coração.

“É um sonho realizado. Cresci na arquibancada do Maracanã, vendo a geração de Zico, Júnior, Andrade, Adílio e Nunes jogar, que foi a mais vitoriosa do Flamengo. Hoje ser apontado por alguns loucos, porque não dá para colocar ninguém no mesmo patamar do Zico, mas alguns rubro-negros me colocam como Marcezico é o maior elogio que alguém pode receber na vida. Minha família entende isso, pois sabe o quanto o Flamengo representa para mim, então é muito gratificante, pois já são dez anos dentro do clube do meu coração”, disse.

Aliás, Marcelinho comemorou a oportunidade de disputar o Jogo das Estrelas de 2017, após ficar fora da última edição. Aos 41 anos, sendo dez deles dedicados ao Flamengo, Machado celebrou a chance de ter seu trabalho reconhecido. A eleição para o evento aconteceu através de voto popular.

“Estar entre os melhores do seu País com uma idade mais avançada é o reconhecimento do trabalho, de tudo aquilo que você investiu nos treinos. Acho que essa edição realmente tem um tom especial, por ser no Ibirapuera, que é um ginásio histórico para a modalidade. A cada ano a gente vem evoluindo no Jogo das Estrelas e eu estou muito feliz de continuar participando disso”, continuou.

Porém, nem tudo é motivo de felicidade. Marcelinho revelou que ficou desapontado com a decisão da Federação Internacional de Basquete (Fiba) em proibir três times brasileiros – Flamengo, Bauru e Mogi das Cruzes – de disputarem a edição de 2017 da Liga das Américas. A decisão da entidade máxima da modalidade foi um desdobramento da punição à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que foi suspensa pela Fiba em novembro por não cumprir suas obrigações como federação nacional.

“Não achei justa. No início, até entendi que era necessário fazer alguma coisa diante da situação que se encontrava a CBB, mas realmente acreditava que a Fiba daria um passo atrás na punição, tendo o entendimento de que nós, clubes e jogadores, tínhamos conseguido aquela condição de disputar a Liga das Américas por mérito próprio, por trabalho e investimento dos times, e pela solidificação da liga. Uma punição dessa pode acarretar danos futuros, e a gente sabe o quanto isso pesa na modalidade”, finalizou.

*Especial para a Gazeta Esportiva