Feliz no jornalismo, Marcelinho revela desejo de entrevistar Luxa

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Marcelinho Carioca durante participação em programa de TV (MARCELO FERRELLI/Gazeta Press)
Marcelinho Carioca durante participação em programa de TV (MARCELO FERRELLI/Gazeta Press)

Por Marcelo Guimarães

Um dos maiores jogadores da história do Corinthians, com passagens por Vasco, Flamengo e Santos, entre outros clubes do exterior e Seleção Brasileira, Marcelinho Carioca, em 2017, concluiu a faculdade de jornalismo. Neste ano, começou uma nova jornada profissional, na Radio Capital de São Paulo, e não se vê mais trabalhando em um clube profissional.

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Marcelinho fez questão de destacar o empenho para se qualificar e exercer a função de jornalista e se disse realizado por trabalhar na área da comunicação. Segunda ele, a sua entrada na área só não aconteceu antes pela candidatura ao cargo de deputado estadual em São Paulo, algo que não voltará a acontecer.

- Não tenho esse pensamento, não (de voltar a trabalhar em clubes de futebol). Isso não passa pela minha cabeça. Eu estou focado totalmente na comunicação. Estou muito feliz porque me preparei para exercer a profissão e estou em um programa diário de esportes na Rádio Capital. Já era para eu ter feito isso antes, mas teve a política no meio do caminho, mas agora nada mais atrapalha.

Apesar da forte relação com o Corinthians, garantiu que vive um novo momento profissional e não terá problemas ao criticá-lo. Ele afirmou que o seu trabalho será pautado na imparcialidade, usando todo o seu conhecimento como ex-jogador.

- Sou totalmente imparcial. As minhas críticas são construtivas, não são destrutivas. A minha visão, como ex-jogador, me ajuda a perceber quando alguém está dando “migué” em campo, quando o treinador estiver falando alguma coisa para a imprensa e não é for exatamente aquilo. Eu pontuarei o que eu ver. Lógico, tudo dentro da ética e do profissionalismo porque o papel de um analista é passar a informação, sem o sensacionalismo. O amante do futebol tem que ter informação. Sempre fui autêntico e transparente e nunca denegri a imagem de ninguém. Primeiro, eu apuro e checo a informação, depois eu falo. Pode ter certeza que aquilo que eu falei até hoje é baseado na veracidade dos fatos.

Apesar de ter se envolvido em algumas polêmicas com o técnico Vanderlei Luxemburgo, durante o período em que trabalharam juntos, Marcelinho revelou o desejo de entrevistá-lo. O ex-jogador afirmou não guardar mágoas do treinador e lembrou que os dois viveram grandes momentos juntos.

- Eu queria entrevistá-lo. Vou falar com o China (Juarez Soares), que é muito amigo dele, para que ele possa ir ao nosso programa. Quando todos estavam detonando ele, eu o elogiei porque é um homem visionário, empreendedor, homem de negócios e vencedor carreira. Com ele tive os meus melhores momentos. Ele me sacaneou em 1998, quando eu tinha a artilharia do Brasileiro, e não me levou para a Copa América de 1999. Mas ele sabe que eu era o melhor jogador do país e não me levou por birra, pirraça e sacanagem. Não guardo e rancor até pelo fato de eu ter sido muito mais feliz ao lado dele.

Confira outros trechos da entrevista:

Quais são as suas inspirações no jornalismo?

- Eu gosto muito do Mauro Beting, do Juarez Soares, pela rapidez de raciocínio. Mesmo muitos não gostando, eu destaco o Juca Kfouri pela braveza e coragem. Gosto muito do perfil do Casagrande. Existem muitos nomes e não gostaria de esquecer de nenhum.

Como é trabalhar, agora, ao lado de pessoas que te criticaram durante a sua carreira como jogador?

- Algumas críticas que eu recebi, como jogador, jamais foram dentro das quatro linhas, da parte técnica, porque eu sempre me empenhei. Fui competitivo, decisivo e competente. As críticas foram por comportamentos disciplinares. Tecnicamente, eles não puderam dizer que eu “amarelei”. Em algumas matérias infundadas, eu fui até a pessoa e mostrei que ela estava errada. Eu sempre fui respeitado até pelos críticos, que foram poucos. Agora, eu falo e brinco que a caneta está na minha mão e o microfone também. Quando se tem uma vida idônea, não há problema.

Quem você tem como objetivo entrevistar?

- Eu já estou preparando e vocês logo terão notícia. Vou ter uma conversa não só de amigo, como também de jornalista com o Neymar. Gostaria também de falar com o Guardiola pela inteligência dele dentro de campo e pela ousadia, além do carinho pelo futebol brasileiro. Ele se espelha no futebol brasileiro principalmente na qualidade técnica de 1982, com Zico, Júnior, Sócrates, entre outros. Temos um europeu que se espelha no futebol brasileiro e, agora, precisamos nos espelhar nele. É um cara de sucesso.

Outros jogadores que estiveram com você nas categorias de base do Flamengo trabalham na imprensa esportiva. Djalminha na ESPN, Paulo Nunes no SporTV, além do Rogério Lourenço, hoje treinador, mas que também já foi comentarista. O que essa geração tinha de diferente?

- Se o Flamengo tivesse segurado essa geração que hoje está na comunicação, guardada as devidas proporções, hoje seria bicampeão mundial e bicampeão da Libertadores, porque todos arrebentaram nos times por onde passaram. Agora, nós vamos arrebentar na comunicação também. Eu esperei um pouco mais, porque eu não queria que alguém me falasse que eu apenas joguei bola e não estudei. Primeiro, eu estudei e me qualifiquei para exercer a profissão.

Qual é a sua relação com o Capital, clube de futebol de Brasília?

- Lá eu sou diretor de relações institucionais. Ele usa a minha imagem para fazer uma avaliação da equipe. Eu ajudei em uma peneira, para selecionar alguns meninos para o sub-15, sub-17 e sub-20, mas não estou atuando nem na base e nem no profissional. Não dou treinamentos. Ajudei em uma semana de peneira para selecionar alguns meninos.

Como você está vendo o trabalho do Carille na volta ao Corinthians?

- O Carille está remontando a equipe. Agora, ele já tem uma espinha dorsal. Aos poucos está encaixando as peças, com uma grande mudança no sistema tático. Não é mais o 4-4-2. Agora, joga no 4-2-1-3, onde a marcação se sobressai. Não é fácil para os jogadores essas mudanças, mas eu vejo uma equipe em evolução, crescendo dentro da competição. Isso é o mais importante.

Como era a sua relação com Eurico Miranda, polêmico dirigente, que foi presidente do Vasco e faleceu em março?

- O Eurico que é odiado por muitos, também é amado por grandes craques. Para mim, ele foi sensacional. Sempre defendeu o Vasco com unhas e dentes. Tudo o que falou comigo, ele cumpriu. Ele foi ao Japão me buscar, depois foi na Arábia. Eu fui campeão com ele e nada faltava para os jogadores e para todos no clube. Para o Vasco ele é inquestionável.

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