Maradona tinha transtornos hepático, renal e cardíaco, apontam exames

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NAPOLI, ITALY - 2020/12/13: Giant photo of Diego Armando Maradona put by the fans in the stands to remember his disappearance, during the match of the Italian football championship between Napoli vs Sampdoria final result 2-1, match played at the Diego Armando Maradona stadium in Naples. (Photo by Vincenzo Izzo/LightRocket via Getty Images)
NAPOLI, ITALY - 2020/12/13: Giant photo of Diego Armando Maradona put by the fans in the stands to remember his disappearance, during the match of the Italian football championship between Napoli vs Sampdoria final result 2-1, match played at the Diego Armando Maradona stadium in Naples. (Photo by Vincenzo Izzo/LightRocket via Getty Images)

O lendário Diego Maradona sofria de doenças hepáticas, cardiovasculares e renais, mas não havia indícios de consumo de álcool, ou de narcóticos, nos estudos histopatológicos e toxicológicos - informou o Ministério Público de San Isidro, que investigava sua morte ocorrida em 25 de novembro, aos 60 anos.

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Em nota divulgada na noite de terça-feira (22), o MP de San Isidro (periferia norte) divulgou os resultados das análises complementares da necropsia, ordenadas para determinar se houve negligência, imprudência, ou imperícia nos tratamentos de saúde.

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De acordo com o relatório, Maradona sofria de cirrose, necrose tubular aguda (transtorno renal), glomeruloesclerose focal (insuficiência renal), aterosclerose (acúmulo de gordura e colesterol nas artérias), doença isquêmica do coração (aterosclerose das artérias coronárias) e hiperplasia arterial no nó sinoatrial (doença cardíaca).

As análises toxicológicas de amostras de sangue e urina apresentaram resultados negativos para álcool e entorpecentes, mas positivos para venlafaxina, quetiapina, levetiracetam e naltrexona. Smetilvenlafaxina, metoclopramida e ranitidina também foram detectados, de acordo com o relatório conhecido quase um mês após a morte de Maradona.

"É tão importante o que apareceu quanto o que não emergiu desses testes de laboratório, que, à primeira vista, confirmam que Maradona recebia drogas psicotrópicas, mas nenhuma medicação para suas doenças cardíacas", disse um dos pesquisadores à agência Telam.

A psiquiatra Agustina Cosachov e o cirurgião cardíaco Leopoldo Luque estão sob a lupa da Justiça por serem os dois profissionais que atendiam o ex-capitão albiceleste.

A necropsia realizada no dia de sua morte determinou que o "Pelusa" morreu em consequência de um "edema agudo de pulmão secundário a uma insuficiência cardíaca crônica agudizada, com miocardiopatia dilatada".

Há 20 anos, seu coração pesava o dobro do normal.

O campeão mundial consagrado no México-1986 havia sido operado de um hematoma na cabeça em 3 de novembro, cinco dias após seu 60º aniversário, em 30 de outubro. Nessa data, sua péssima condição física e a dificuldade de falar ao se apresentar no campo do Gimnasia, a equipe dirigia por ele, chocaram os presentes.

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