Juve vence por 3 a 0 em casa, e Barça precisará de novo milagre na Champions

Turim (Itália), 11 abr (EFE).- Após ter revertido uma desvantagem de quatro gols contra o Paris Saint-Germain para avançar na Liga dos Campeões, o Barcelona voltou a sofrer uma dura derrota em jogo de ida de mata-mata pelo torneio, desta vez por 3 a 0 nesta terça-feira diante da Juventus, em Turim, pelas quartas de final.

Nas oitavas, o Barça perdeu para o PSG por 4 a 0 na França e, de forma heroica e um tanto quanto polêmica por erros de arbitragem, se classificou com uma goleada por 6 a 1 no estádio Camp Nou. Dessa vez, para se colocar entre os quatro melhores do torneio continental, precisará vencer por quatro gols de diferença na volta, na Espanha, na quarta-feira da semana que vem. Se devolver o 3 a 0, provocará a realização de prorrogação.

O grande nome da partida no Juventus Stadium foi um atacante canhoto argentino. Messi? Não, Dybala. O camisa 21 da Juve marcou dois gols ainda na primeira metade da etapa inicial e abriu 2 a 0 para a pentacampeã italiana. No segundo tempo, Chiellini marcou de cabeça e completou o placar, colocando a 'Velha Senhora' em condições de se vingar da derrota na final da 'Champions' de 2015.

O time catalão até teve teve algumas oportunidades para reduzir o prejuízo, mas teve pela frente um "paredão" chamado Buffon, que fez duas defesas milagrosas, uma em cada tempo.

O técnico Massimiliano Allegri teve os principais jogadores à disposição e optou por manter o esquema ofensivo que vem usando desde o fim do ano passado, com quatro jogadores de ataque. Na lateral direita, Daniel Alves ganhou disputa com Lichtsteiner, e Alex Sandro foi o titular da esquerda.

No Barça, Luis Enrique teve o desfalque de Busquets, suspenso. Com isso, Mascherano voltou a atuar como volante, e Umtiti entrou na zaga. O treinador também surpreendeu ao deixar os laterais-esquerdos Alba e Digne no banco e escalar Mathieu na posição.

A Juve deixou claro que não seguiria a escola italiana e foi para o ataque desde o começo. Logo aos três minutos de partida, depois de cobrança de falta de Pjanic pela direita, Higuaín cabeceou e Ter Stegen fez boa defesa.

Pouco depois, aos seis, a 'Velha Senhora' abriu o placar. Cuadrado foi acionado na ponta direita, pedalou para cima de Mathieu e passou para Dybala, que dominou girando com estilo e chutou no cantinho direito.

Encurralado até então, o Barça enfim atacou aos 11 minutos, em falta batida por Messi pela meia esquerda. A bola foi por cima, e Buffon apenas olhou.

Em plena forma aos 39 anos e pronto para ser convocado para a sexta Copa do Mundo da carreira, o goleiro italiano interveio - e muito bem - quando precisou. Aos 20, Messi deu lindo passe para Iniesta, que ficou cara a cara e concluiu. Com um toque sutil, Buffon evitou o empate.

No minuto seguinte, Dybala brilhou novamente e aumentou a vantagem. Desta vez Mandzukic foi ao fundo e rolou para trás. O atacante argentino emendou de primeira e acertou o canto direito para fazer 2 a 0.

A equipe espanhola balançou a rede aos 30 minutos, mas a arbitragem anulou o lance. Messi passou por Buffon e completou para o gol, mas Luis Suárez, que participou da jogada, estava impedido.

A missão de entrar na área da Juve tocando não era fácil, e o Barcelona então tentou no chuveirinho. Aos 38, Mathieu cruzou da esquerda, Suárez não pegou na bola como gostaria no cabeceio, mas ela desviou em Chiellini e quase entrou, saindo em escanteio.

Nos últimos minutos, a pentacampeã italiana voltou a pressionar e levou perigo aos 43. Alex Sandro desceu pela esquerda e passou para Higuaín, que errou o domínio, mas chutou forte no canto esquerdo. Ter Stegen espalmou de maneira estranha, mas Umtiti afastou.

O Barça voltou do intervalo com Mathieu em lugar de Mathieu, o que levou Mascherano de volta à zaga e Umtiti à lateral esquerda. Logo com um minuto, Bonucci impediu a primeira tentativa com um bonito carrinho, mas Messi pegou a sobra e, de pé direito, mandou rente à trave. Khedira respondeu com um chute de longe, que também foi para fora.

O time visitante estava mais ofensivo, mas as melhores chances eram da Juve, que incomodou duas vezes seguidas com Higuaín. Em ambas, porém, o argentino, mesmo com liberdade, chutou mal e facilitou o trabalho de Ter Stegen.

Se o centroavante não resolvia, apareceu um zagueiro para marcar o terceiro, aos dez minutos. Pjanic cobrou escanteio da esquerda, Chiellini ganhou de Mascherano mesmo sem saltar e cabeceou firme cruzado para aumentar a vantagem.

O jogo foi ficando mais brigado, com lances mais ríspidos e certa escassez de chances de gol. No talento individual, Messi fez ótima enfiada para quebrar a inércia, aos 21 minutos, e deixou Suárez de frente para Buffon, que, no entanto, fez mais uma intervenção incrível, colocando em escanteio.

Com a vantagem de três gols para os donos da casa, a partida foi se tornando uma prática de ataque contra defesa. Aos 31 minutos, Iniesta buscou o ângulo esquerdo com chute colocado, mas Buffon pegou mais uma. Logo depois, aos 34, Messi levantou e Umtiti estava livre na área, mas não alcançou.

Nos instantes finais, a equipe de Turim manteve a bola no campo de ataque, evitando a pressão do adversário. Neymar ainda criou uma última chance com levantamento para Suárez da esquerda, mas o uruguaio cabeceou nas mãos de Buffon.


Ficha técnica:.

Juventus: Buffon; Daniel Alves, Bonucci, Chiellini e Alex Sandro; Pjanic (Barzagli) e Khedira; Cuadrado (Lemina), Dybala (Rincón) e Mandzukic; Higuaín. Técnico: Massimiliano Allegri.

Barcelona: Ter Stegen; Sergi Roberto, Piqué, Umtiti e Mathieu (André Gomes); Mascherano, Rakitic e Iniesta; Messi, Neymar e Suárez. Técnico: Luis Enrique.

Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia), auxiliado pelos compatriotas Tomasz Listkiewicz e Pawel Sokolnicki.

Cartões amarelos: Daniel Alves, Mandzukic e Khedira (Juventus); Luis Suárez, Iniesta e Umtiti (Barcelona).

Gols: Dybala (2x) e Chiellini (Juventus).

Estádio: Juventus Stadium, em Turim (Itália). EFE