Maracanã: saiba mais sobre o "templo" que vai sediar a final da Libertadores

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De Arrascaeta, no Maracanã, durante uma partida do Flamengo pela Copa Libertadores 2019 (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo credit should read MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)
De Arrascaeta, no Maracanã, durante uma partida do Flamengo pela Copa Libertadores 2019 (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo credit should read MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)

Anunciado como sede da final da Libertadores 2020, o Maracanã já foi palco de duas finais de Copa do Mundo, uma de futebol Olímpico e o milésimo gol do Rei Pelé, em 1969. Entre 2013 e 2019, o principal estádio do Rio de Janeiro foi administrado pela Odebrecht.

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​Inaugurado em 16 de junho de 1950, o Maracanã recebeu jogos da Copa do Mundo daquele ano e algumas partidas do Mundial de 2014, incluindo a grande final entre Alemanha e Argentina. O estádio também sediou as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

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“Maracanazo” e casa de Fla, Flu, Vasco e Botafogo

Muitos entendem que a alma do Maracanã como “templo do futebol” começou já no seu primeiro ano, na Copa de 1950, quando uma seleção brasileira de futebol, invicta e favoritíssima por ser dona da melhor campanha daquele mundial, perdeu a final de virada por 2 a 1 para a seleção uruguaia. Bastava ao Brasil um empate. O silêncio coletivo das 200 mil pessoas presentes ao estádio foi tratado por muitos como um evento que nunca houve no futebol mundial. A tragédia de 1950 ficou conhecida por “Maracanazo”.

Foi no Maracanã que o Santos, de Pelé, sagrou-se em 1963 bicampeão do mundo. O rei do futebol ainda marcaria seu milésimo gol no estádio. Passaram pelo Maracanã lendas do futebol como Zico (maior artilheiro do estádio, com 333 gols), Garrincha (Botafogo), Roberto Dinamite (Vasco) e Gérson (Botafogo e Fluminense), entre outros.

Maiores públicos das carreiras de A-Ha e Frank Sinatra

Além de competições esportivas, o Maracanã recebeu shows de Madonna, Rolling Stones, Paul McCartney, Tina Turner, Foo Fighters, Coldplay e missas campais do então Papa João Paulo II, em 1980 e 1997. Além do Rock in Rio de 1991, o Maracanã recebeu os maiores públicos do cantor norte-americano Frank Sinatra e da banda islandesa A-Ha em 1980 e 1991, respectivamente.

Um emocionado Sinatra disse aos 175 mil presentes naquela noite marcante de 27 de janeiro de 1980: “foi a minha melhor experiência como cantor profissional. Nada do ocorreu nesta noite nunca foi tão marcante na minha carreira”.

Casa do Santos de Pelé e reforma de R$ 1,2 bi

Na década de 1960, o Maracanã foi palco de partidas Santos Futebol Clube, de Pelé. Um fenômeno sem precedente no Brasil, quando um clube mandou jogos decisivos para além de seus domínios. Foi lá que o jogador fez seu milésimo gol, contra o Vasco, em 1969.

Administrado pelo Estado do Rio de Janeiro desde sua inauguração, o Maracanã, em 2013, depois de uma ampla reforma para a Copa de 2014, que custou ao Estado do Rio de Janeiro R$ 1,2 bilhão, teve sua administração, por meio de uma Parceria Público Privada, entregue à iniciativa privada.

Em 2013, a Odebrecht passou a administrar Maracanã

A administração do Complexo Maracanã, que envolve Maracanã e o ginásio Maracanãzinho, passou a ser responsabilidade de uma empresa controlada pela Odebrecht, e com participação da IMX, do grupo EBX, do empresário Eike Batista, e da norte-americana AEG.

A empresa Complexo Maracanã Entretenimento S.A. sempre teve como principais executivos funcionários da Odebrecht, principal empresa afetada pela Lava Jato, operação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça de Curitiba, criada para investigar os crimes de corrupção na Petrobras.

Estádio é administrado por Flamengo e Fluminense

O período de administração privada foi marcado pelo conflito entre os times de futebol e a concessionária. Os clubes, principalmente o Flamengo e o Fluminense, sempre reclamaram da divisão das receitas da renda e dos custos de manutenção do Maracanã.

Em março de 2019, o governo do Rio de Janeiro cancelou o contrato de concessão, tirando a Odebrecht da administração do Maracanã, com o compromisso de fazer uma nova licitação em seis meses. Atualmente, o Maracanã é administrado por Flamengo e Fluminense.

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