Mano Draw: Drauzio Varella mostra o seu lado rapper em live com Mano Brown

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Mano Draw: Drauzio Varella mostra o seu lado rapper (reprodução/Twitter)
Mano Draw: Drauzio Varella mostra o seu lado rapper (reprodução/Twitter)

Drauzio Varella e Mano Brown fizeram uma das lives mais interessantes deste período de quarentena provocada pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (24). Abordando questões importantes, como a pandemia e o racismo, a conversa chamou a atenção da internet por mostrar um lado desconhecido do médico: o fã de rap.

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"Tem esse CD aqui, que eu adoro. Acho que é o álbum que mais ouvi em minha vida", disse Drauzio mostrando o Sobrevivendo no Inferno, disco clássico dos Racionais MC's, lançado em 1997. Em outro momento, o médico do Fantástico revelou até a sua faixa favorita do trabalho. "Tô Ouvindo Alguém me Chamar. Eu gosto porque ela conta uma historinha".

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Refletindo sobre racismo, Drauzio relembrou um caso que aconteceu com ele. “Você sabe que eu já fui preto um dia, né? Um dia só, e não gostei”, disse o médico, de modo irônico. “Eu achava que o senhor era preto quando olhei daqui”, brincou de volta Mano Brown, com sarcasmo semelhante.

“Eu saí uma noite para tomar um chope e ouvir um samba em um bar na avenida Antártica (SP). Na hora de ir embora, falei ao meu amigo que pegaria um táxi, e ele: ‘Não, espere, meu filho vem pegar a gente’. Era um menino de 19, 20 anos com o carro. Entramos, eu no banco de trás e os dois na frente, pai e filho. Andamos uns 200 metros, o menino disse: ‘Vamos ser abordados'”, continuou Drauzio.

“O mano já estava treinado, né? Não tem jeito, é o instinto”, reagiu Brown. "O menino já sabia. Encostou o carro, vieram dois guardas com revólver na mão apontando para a cara da gente, eu levantei os braços, eu já era conhecido com essa coisa de televisão. Falei: ‘Vocês me conhecem?’. Eles: ‘Conhecemos o senhor, não conhecemos esses dois aí’. E foram com o revólver na cabeça dele. E eu gritando com os caras: ‘Para, são meus amigos!'”, disse Drauzio.

O rapper, então, tratou de explicar o racismo na situação. "A mentalidade racista está em todo mundo, naquele exato momento, funcionando ao mesmo tempo. Cada um no seu lugar de fala. Os dois 'negão' porque estão vendo a vida por um triz ali, os caras [policiais] porque estavam vendo o senhor no meio, um branco no meio de dois 'negão", falou.

"Se tem um descuido, pelo racismo, pela lógica errada da leitura antecipada que leva à tragédia, a leitura de um cara quando tem um branco no meio de dois 'negão': 'Ele é vítima, temos que proteger esse branco agora, depois a gente vê quem está certo'. O Brasil é isso aí", lamentou Brown.

A reação da internet com o diálogo tão rico e inusitado foi ótima. No Twitter, principalmente, não faltaram memes e reflexões como repercussão de uma conversa bastante esclarecedora e divertida. Confira abaixo alguns deles:

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