Com mandado de prisão, Edinho diz ser alvo de “covardia” judicial

Com um mandado de prisão a ser expedido por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, divulgou uma nota na noite deste sábado para se defender do que definiu como uma “covardia”. Ele está condenado a cumprir 12 anos, dez meses e 15 dias em regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas – em primeira instância, a pena foi de 33 anos e quatro meses.

Edinho já havia tido a sua prisão decretada no final de fevereiro, em decisão suspensa pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, no entanto, os embargos de declaração do advogado do ex-jogador, Eugênio Malavasi, acabaram rejeitados.

Na última vez em que obteve liberdade, Edinho já falava em dar sequência à sua carreira no futebol. Goleiro de Santos, Portuguesa Santista, São Caetano e Ponte Preta entre 1990 e 1999, o filho de Pelé comandou Mogi Mirim, Água Santa e Tricordiano como técnico.

A trajetória foi interrompida para que Edinho respondesse por auxiliar as operações financeiras de Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, um dos principais traficantes da Baixada Santista e foragido da Justiça. O ex-goleiro já havia sido preso em 2005 pelo mesmo motivo, quando alegou ser apenas um usuário de drogas. Em julho de 2014, ocorreu nova detenção por contrariar os pressupostos para permanecer em liberdade.

Leia a nota divulgada por Edinho:

Infelizmente vou preso inocente (mais uma vez), acusado de LAVAGEM DE DINHEIRO, sem uma gota de evidência apontando pra isso! Depois de 13 anos de processo, o poder judiciário ainda NÃO consegue responder essas perguntas:

1 – Que dinheiro foi lavado?

2 – Quanto dinheiro é?

3 – Onde está esse dinheiro?

4 – Existe uma conta bancária relacionada a mim, Edinho, no processo?

5 – Recebi algum dinheiro ilícito de alguém?

6 – COMO esse dinheiro foi lavado, qual a forma ou o mecanismo de lavagem que foi encontrado?

7 – Existe ALGUM DOCUMENTO em que a acusação se apoia?

8 – Onde está o resultado dessa “lavagem”? Eu tenho (ou algum dia tive) bens ilícitos, hábito ou estilo de vida fora do meu real padrão financeiro?

Por incrível que pareça, o poder judiciário não consegue responder essas perguntas. E mesmo assim, eu fui preso “EM FLAGRANTE” por um FATO INEXISTENTE, condenado a mais de 33 anos! UM ABSURDO! UMA COVARDIA! Reduzir a pena para 12 anos ainda é um absurdo e uma INJUSTIÇA! UMA TOTAL INVERSÃO DE VALORES!

Mas eu sei que Deus escreve certo por linhas tortas, e a minha FÉ é inabalável E, por isso, vou lutar até o fim, em busca de justiça! Eu continuo como SEMPRE ESTIVE, à disposição da justiça e na esperança de encontrar coerência nela.

E, mesmo privado de minha liberdade, vou ficar cada dia mais forte, porque também sei que Deus tem coisas grandes e maravilhosas preparadas para mim!

Obrigado pela atenção!”.