Mancha Alvi Verde volta atrás e diz que não vai encerrar atividades

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em nota oficial, a Torcida Mancha Alvi Verde informou no sábado (4) que não vai mais encerrar suas atividades como havia anunciado após o assassinato de Moacir Bianchi, 49, um dos fundadores da comunidade de torcedores.

No comunicado, divulgado no Facebook da torcida, a atual direção da Mancha afirma que a organização passa por um momento de reestruturação e pede compreensão aos associados. Diz ainda que em respeito ao luto pela morte de Bianchi ficará com as atividades suspensas nos próximos dias, mas em breve voltará com novas informações.

A decisão de encerrar as atividades por tempo indeterminado, agora revertida, também havia sido anunciada pela rede social após a morte do fundador. Na ocasião, a Mancha informou que enfrenta diversos problemas e que o crime deixou a torcida completamente abalada.

Bianchi foi morto a tiros na noite de quinta-feira (2) na avenida Presidente Wilson, na altura do número 3.100, no bairro do Ipiranga, zona Sul de São Paulo. Ele recebeu cinco tiros no abdome, cinco no pescoço, três no ombro direito, um no rosto, um no lado direito do tronco, cinco no braço direito, um na perna direita e um na cabeça.

Ele dirigia um veículo Honda City e, quando parou no semáforo, outro veículo parou atrás, um homem saiu do carro e fez os disparos, fugindo em seguida.

A morte é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na noite de sexta-feira (3), policiais civis apreenderam computadores e documentos na sede da torcida, em Perdizes, zona oeste de São Paulo.

Uma das possibilidades investigadas é que o assassinato esteja ligado a disputas internas pelo comando da torcida organizada. A Polícia Civil foi informada sobre uma briga ocorrida nos últimos dias entre setores do grupo.

O clima de tensão aparece nos comentários publicados no comunicado oficial da organizada. Vários torcedores questionam a atual diretoria da Mancha e pedem respeito à velha guarda de que Bianchi fazia parte. Outros apoiam a decisão de não encerrar as atividades.

A Mancha Verde foi fundada por Bianchi e outros 14 palmeirenses em 1983. Um deles, Cleofas Sóstenes Dantas da Silva, conhecido como Cléo, também foi morto a tiros em 1988. Ele tinha apenas 22 anos e foi baleado em frente à sede da organizada.