Manaus decreta estado de emergência por 6 meses por conta de avanço da Covid-19

Redação Notícias
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Movement at the Gilberto Novaes Field Hospital against Covid-19, pandemic on this Thursday, May 28, 2020 in Manaus, Brazil. The hospital has 163 beds, 39 of which are in the ICU. There are already more than 33 thousand confirmed cases and more than 1,800 deaths in Amazonas. In the photo, movement in the hospital's I(PhotPhoto: Sandro Pereira/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
Movimento no Hospital de Campanha Gilberto Novaes contra Covid-19, em 28 de maio de 2020, em Manaus. (Foto: Sandro Pereira / Fotoarena / Sipa USA) (Sipa via AP Images)

Manaus declarou estado de emergência de 180 dias — 6 meses — devido ao aumento de novos casos do novo coronavírus, de acordo com um comunicado.

O decreto permite ao governo municipal contratar temporariamente pessoal, serviços e materiais sem licitações públicas. Um decreto separado suspende a autorização para eventos e revoga as já concedidas, enquanto um terceiro estabelece o teletrabalho para funcionários municipais não essenciais até março.

O que é determinado a partir de agora:

  • suspensão da autorização para eventos até 31 de janeiro;

  • proibição do corte das contas de água e esgoto até 31 de março;

  • estabelecimento do teletrabalho na administração municipal até 31 de março.

“Estamos adotando todas as medidas necessárias para contribuir de forma decisiva no combate ao COVID-19, principalmente neste momento em que a cidade vem registrando um aumento de casos e, infelizmente, de mortes”, disse o prefeito David Almeida, citado no comunicado.

Manaus foi uma das primeiras cidades atingidas pela pandemia no início do ano passado, quando hospitais recusaram pacientes e o cemitério da cidade foi forçado a enterrar pessoas em valas comuns.

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Nesta semana, as pessoas reclamaram novamente nas redes sociais de superlotação nos hospitais com pacientes aguardando tratamento em macas nos corredores. Os hospitais reinstalaram contêineres refrigerados fora de suas instalações para conter os cadáveres das vítimas do COVID-19.

A cidade de cerca de 2,2 milhões de habitantes registrou cerca de 3.400 mortes desde o início da pandemia.