Malásia veta vistos a atletas de Israel para Mundial de natação

País tem posicionamento histórico favorável à causa Palestina; desde a independência da Malásia, em 1957, não há quaisquer relações diplomáticas ou vistos para Israel

Malásia veta vistos a atletas de Israel para Mundial de natação

País tem posicionamento histórico favorável à causa Palestina; desde a independência da Malásia, em 1957, não há quaisquer relações diplomáticas ou vistos para Israel


Os incidentes diplomáticos se estendem às piscinas. O primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, disse que o país não irá liberar a emissão de vistos para atletas de Israel para o Mundial de natação paralímpica. A disputa será em Kuching, entre os dias 29 de julho e 4 de agosto de 2019.

Desde sua independência, em 1957, a Malásia não estabelece quaisquer relações com Israel, tendo em vista que apoia as reivindicações da causa Palestina. Para o primeiro-ministro, esse é o principal argumento para o veto aos vistos.

- Não vamos deixá-los entrar. Se vierem, é uma ofensa. Se eles quiserem tirar o Mundial da Malásia, podem tentar a sorte - declarou Mohamad.

A decisão foi apoiada por uma coalizão de 29 organizações não-governamentais, como a Viva Palestina Malásia, que divulgou um comunicado para endossar o veto. O grupo chegou a relembrar a Grande Marcha de Retorno, série de protestos na Faixa de Gaza em que 241 foram mortos e mais de 26 mil foram feridos por atiradores israelenses.





- Boicotar e isolar Israel é o mínimo que eles podem e devem fazer para expressar nossa raiva moral. Se funcionou contra o apartheid na África do Sul, irá funcionar contra o apartheid em Israel. O governo da Malásia está fazendo o certo. Não venham falar em espírito olímpico e movimento pelo esporte, se lembrem apenas da Grande Marcha de Retorno - diz um trecho da nota.

Em 2010, um visto especial foi emitido para o boxeador israelense Ilya Grad, que iria participar de um reality show no país. Com a medida, Grad tornou-se a primeira pessoa da história a ingressar na Malásia com um passaporte de Israel.

A preocupação das entidades paralímpicas é grande, já que o Mundial é classificatório para os Jogos de Tóquio-2020. O presidente do Comitê Olímpico Israelense, Nisim Sasporta, garantiu ter cartas de apoio de diversos órgãos - como o Comitê Paralímpico Internacional, Comitê Paralímpico Europeu e o Comitê de Atletas Olímpicos.





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