Mais um é intoxicado com suposto veneno que matou 4 moradores de rua

No sábado, quatro moradores de rua passaram mal e morreram após ingerirem a bebida. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
No sábado, quatro moradores de rua passaram mal e morreram após ingerirem a bebida. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A polícia identificou um homem que seria uma nona pessoa que se intoxicou após consumir a bebida de uma garrafa, por volta das 8h30 deste sábado (16) em Barueri, na Grande São Pualo, que foi entregue a um morador de rua, horas antes do mesmo dia, na região da cracolândia, centro da capital paulista. Quatro moradores de rua já morreram após ingerirem a bebida.

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Os investigadores apuraram que algumas das vítimas tiveram um desentendimento com seguranças de um estabelecimento comercial na região de Barueri.

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"Essa nova vítima deu entrada no hospital por volta das 18h, com os mesmos sintomas das outras oito pessoas: pupilas dilatadas, tremedeira e taquicardia", explicou o delegado plantonista Celso Luiz de França, da Delegacia Sede de Barueri. 

O policial acrescentou que Paulo Cézar Pedro, 41 anos, teria consumido o líquido da garrafa, ajudado a socorrer as outras vítimas e, depois, passado mal. 

Segundo a polícia, a garrafa, de 480 ml, teria sido entregue a Vinicius Salles Cardoso, 31, que teria recebido o objeto quando pediu dinheiro a uma pessoa, ainda não identificada, na região da cracolândia -conhecida por ser frequentada por usuários de drogas. 

A reportagem apurou que, na quarta-feira (13) moradores de rua, entre eles Cardoso, teriam se desentendido com seguranças de um estabelecimento comercial, localizado na região central de Barueri. A Polícia Civil investiga se o incidente possa ter motivado o crime. "Verificamos se o alvo era o Vinicius", disse um policial que acompanha o caso. 

A garrafa com o líquido foi enviada à Perícia da Polícia Civil e será analisada. (Foto: Reprodução/TV Globo)
A garrafa com o líquido foi enviada à Perícia da Polícia Civil e será analisada. (Foto: Reprodução/TV Globo)

INVESTIGAÇÃO

O mesmo policial acrescentou que o líquido dentro da garrafa teria um cheiro semelhante ao de pesticida. O material será periciado nesta segunda-feira (18), pelo Instituto de Criminalística. A polícia também requisitou exames toxicológicos e de dosagem alcoólica de todas as vítimas.   

A polícia analisa três circuitos de câmeras de monitoramento, que registraram as vítimas no centro de Barueri. Investigadores verificam se alguma câmera também registrou o momento em que a garrafa foi entregue ao morador de rua no centro de São Paulo, para identificar o eventual suspeito pelo crime. 

Mortos

  • Edson Sampaio da Silva, de 40 anos

  • Luiz Pereira da Silva, de 49 anos

  • Marlon Alves Gonçalves, de 39 anos

  • Denis da Silva, de 33 anos

Permanecem internatos, em estado estável, Silvia Helena Euripes, 54, Vinicius Salles Cardoso, 31, Sidnei Ferreira de Araújo Leme, 38, e Renilton Ribeiro Freitas, 43, que segundo a polícia está em estado grave. 

Todas as vítimas foram primeiramente encaminhadas ao Sameb (Serviço de Atendimento Médico Especializado de Barueri), de onde foram transferidas, ainda na noite de sábado, para o Hospital Municipal de Barueri Francisco Moran. 

A polícia ainda vai colher os depoimentos dos sobreviventes, a partir do momento que eles tiverem condições físicas para isso. 

ENTERRO

O pai de Marlon, o aposentado Oswaldo Gonçalves, afirmou após enterrar o filho que a vítima tinha problemas com álcool "há muitos anos". "Tentei ajudar ele arrumando empregos, mas ele não parava em nenhum e voltava para a rua". Ele não quis dar mais detalhes sobre o filho. 

A reportagem apurou que, até por volta das 16h deste domingo (17), outras duas vítimas também foram sepultadas. A Identidade delas não foi informada. 

O caso é investigado como morte súbita "sem causa determinante aparente".

da FolhaPress

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