Mais do que os erros individuais: Flamengo sofre com falta de opções no meio em derrota para o São Paulo

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Na entrevista após o 4 a 1 sofrido diante do São Paulo, no domingo, o técnico Domènec Torrent apoiou-se nos "erros defensivos e ofensivos", aos quais se referiu como pequenos detalhes, para explicar a derrota do Flamengo. Porém, mais do que os erros de Gustavo Henrique, os pênaltis perdidos e as falhas na cobertura, entre outros, a partida no Maracanã teve o domínio do São Paulo no meio de campo, que, além de aproveitar os vacilos rivais, criou outras chances.

O goleiro Hugo Souza, por exemplo, fez outras quatro defesas, e o São Paulo terminou o confronto com mais finalizações certas do que o Flamengo: 8 a 7, segundo o aplicativo SofaScore. Se o Flamengo abriu o placar e fez um bom início de jogo, o Tricolor passou a ter o controle da partida, com a liberdade encontrada por Dani Alves, Igor Gomes, Sara & Cia já no primeiro tempo.

A manutenção da formação e da postura do time de Dome após o intervalo foi o necessário para o São Paulo chegar à convincente vitória, apesar do Fla ter tido a chance de "voltar ao confronto" com o pênalti desperdiçado por Pedro. Olhar para o banco de reservas - que tinha apenas o jovem Daniel Cabral como meia - e não encontrar soluções para o setor foi determinante para a derrota.

Dos vários desfalques do Flamengo para o jogo, quatro eram meio-campistas: Thiago Maia e Willian Arão, suspensos, Diego Ribas e Arrascaeta, lesionados. Entre os profissionais, Gerson e Everton Ribeiro foram titulares. O outro nome, segundo a lista do clube, é Pepê, que, apesar de treinar com o grupo principal, não é utilizado. A opção de Dome foi por João Gomes, de 19 anos, que fez sua estreia como titular no Maracanã. Seja por característica ou por uma atuação abaixo do esperado no domingo, a formação colocada em campo não foi capaz de combater o meio de campo rival. E isso ficou claro ainda na etapa inicial.

João Gomes foi o primeiro homem na frente da zaga. A partir dele, atuaram Gerson, Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Vitinho e Pedro - nenhum com as características ou capacidade de reproduzir o que Arão e Maia costumam fazer.

No banco, Domènec Torrent tinha à disposição dois goleiros, dois laterais direitos, três zagueiros, dois laterais esquerdos, um meia e dois atacantes. Opções escassas, de fato, mas a primeira substituição do Flamengo foi aos 28 minutos do segundo tempo, quando o São Paulo já vencia por 3 a 1 e Pedro havia perdido pênalti há quase 10 minutos. Já no fim, o treinador sacou o zagueiro Natan e o meia Everton Ribeiro a fim de preservá-los, visando a próxima partida pelo Brasileirão. Os dois estavam pendurados com cartões.