Mais móvel e mais competitivo, Corinthians se mantém firme em busca de vaga na Libertadores

Alexandre Guariglia
·3 minuto de leitura


O torcedor do Corinthians que se desanimou com as três derrotas nos últimos quatro jogos, passou a ter suas esperanças renovadas após a vitória de virada do time sobre o Ceará, por 2 a 1. No confronto direto por vaga na Libertadores, o grande diferencial foram as mexidas de Vagner Mancini antes e durante o duelo, que levaram o Alvinegro a voltar ao caminho das vitórias e do G8.

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Ainda digerindo a derrota para o Bahia, na última semana, o treinador buscou mudanças na equipe titular na preparação para pegar o Vozão e a principal delas foi sacar Jô para colocar Léo Natel como "falso 9" no comando do ataque. A opção deu resultado, não apenas por Natel ter marcado o gol do triunfo, mas principalmente pela mobilidade que o setor ofensivo ganhou com a alteração.

Com a movimentação de Gustavo Mosquito, Araos, Otero e do próprio Natel, o time teve um ataque leve e que conseguia variar as jogadas, sem a "obrigação" de colocar Jô, que vem em uma fase abaixo de suas capacidades, em ação no jogo. Como disse Fábio Santos após o duelo, o Corinthians voltou a ser competitivo, brigando por cada bola ofensiva ou defensiva, se impondo tática, técnica e fisicamente, como deve ser um gigante atuando em casa.

- A gente até sofreu um pouco no jogo, mas o Corinthians fez um jogo diversificado, com bolas de ambos os lados, com Mosquito, com Otero, com Araos… por esse lado, é interessante quando você faz as alterações, monta as estratégias e da certo. Isso, de certa forma, devolve a confiança para todo mundo, já que temos um segundo objetivo no campeonato bem delineado e uma vitória hoje seria essencial para ele - disse Mancini, em coletiva virtual.

Sem Cazares, em recuperação de um estiramento na coxa direita, o Timão estava sem o principal responsável pelos gols da equipe sob o comando de Mancini, o que também provocou a necessidade de uma mudança. E quem se deu bem na armação foi Cantillo, que teve Gabriel mais à frente no meio-campo, aparecendo como elemento surpresa. Foi o camisa 5 que sofreu o pênalti que proporcionou o gol de empate em um momento decisivo do jogo.

Outro que se destacou e abre o leque de Mancini para os próximos compromissos é Araos, que parece estar à frente de Luan na briga pelo meio-campo ofensivo. Foi do chileno que partiram duas das melhores chances de gol do Corinthians na primeira etapa, mas não só, o meia também se mostrou voluntarioso no combate dentro do campo do Ceará na primeira marcação.

Essa mobilidade e esse vigor físico para manter a competitividade na partida fizeram a diferença, mas seria preciso renovar esse gás no segundo tempo. E foi isso que Mancini fez, bem no momento em que o Vozão fazia uma pressão e se jogava ao ataque. O técnico alvinegro colocou Ramiro, Camacho e Xavier para dar vitalidade ao meio-campo e neutralizar o ímpeto cearense. Além disso, o trio chegou bem ao ataque e quase ampliou duas vezes com Ramiro.

Dessa forma, o dedo do treinador foi essencial nesses dois momentos: antes do jogo, com as mexidas no time titular, e durante a partida, colocando sangue novo em campo para sacramentar a vitória. Tudo isso foi determinante para recolocar a equipe nos trilhos e se manter firme na luta por uma vaga na Copa Libertadores, que parecia estar mais difícil, mas voltou a ficar perto. A fórmula parece pronta para os próximos compromissos: "competividade + mobilidade".