Mais folhas pagas do que meses de gestão: Fluminense trabalha para colocar a casa em ordem

Luiza Sá
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Há alguns anos em crise financeira, o Fluminense tenta equilibrar as dificuldades, especialmente neste momento delicado durante a pandemia do novo coronavírus. Na sexta-feira, o clube acertou os 60% restantes do salário de março com aqueles funcionários que ganham menos. Desde que venceu a eleição, em 8 de junho de 2019, a diretoria comandada por Mário Bittencourt já pagou 12 folhas salariais.

O clube caminha para acertar mais uma, referente a março, que já teve 40% pago à maior parte do quadro do Flu. Quem já tem essa parte da CLT completa na conta são aqueles que ganham até R$ 1.500. Abril, que venceu na última semana, continua em aberto, Além disso, funcionários e jogadores receberam durante esta gestão - ainda em 2019 - o 13º e férias completos do ano passado e o 13º de 2018.

Uma das formas de não deixar os trabalhadores sem qualquer quantia tem sido dividir os pagamentos em parcelas ao longo dos meses. Em dezembro, a remuneração foi paga 70% e depois 30%. De janeiro, em três: 50%, 30% e 20%. Assim como fevereiro: 25%, 15% e 60%. Além de priorizar aqueles que ganham quantias menores e passam maiores dificuldades.



Para além desta estratégia, o Fluminense contou, neste momento de crise causada pela COVID-19, com gestos de solidariedade a um senso de coletividade demonstrado nos bastidores do clube por funcionários e atletas. Ainda em março, diretores e outros com salários mais altos tiveram a iniciativa de abrir mão de 15% dos vencimentos em prol dos que ganham menos. Os jogadores também aceitaram, no mês seguinte, a redução salarial, começando por 15% em março, pagamento dividido em abril (50% em maio e 50% e mais o terço constitucional em dezembro) e os salários de maio terão redução de 25%.

A única dívida ainda referente ao ano passado são os direitos de imagem, um valor que apenas alguns jogadores do elenco recebem. Este não é depositado desde novembro de 2019, apesar de a diretoria ter reduzido essa dívida ao longo do ano.

– Quando a gente assumiu tinha quase três meses de salário atrasado e o 13º de 2018. Em nove meses de gestão, a gente conseguiu quitar 12 meses. Sendo muito honesto e transparente, é óbvio que ainda exite buraco, mas em respeito ao trabalho que vem sendo feito o primeiro ato deles foi esse. Com essas pessoas se fez acordos individuais, baseado no artigo 444 (CLT), e em razão disso se teve um alívio na folha - disse Mário Bittencourt em uma live na última segunda-feira, citando os acordos de redução salarial feitos pelos jogadores do Flu.




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