Mais delatores estão procurando Agência Mundial Antidoping, diz presidente

Por Alan Baldwin
Craig Reedie, presidente da Wada. 13/03/2017 REUTERS/Denis Balibouse

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Vários delatores têm procurado a Agência Mundial Antidoping (Wada) por meio de um novo programa criado após as revelações de doping generalizado e patrocinado pelo Estado na Rússia, revelou o presidente da entidade, Craig Reedie, nesta quarta-feira.

Neste mês a Wada lançou a plataforma digital "Speak Up", um meio seguro para atletas e outras pessoas denunciarem casos de doping.

"Já temos uma série de delatores conversando conosco, segundo eu soube", disse Reedie na conferência SportsPro Live, sem dar detalhes sobre que esportes ou países podem estar envolvidos nas delações.

"As pessoas investigando não dizem ao presidente da organização o que estão fazendo. E é exatamente assim que deve ser. Tem que ser confidencial", acrescentou.

Indagado se o mundo pode estar diante de outro escândalo grande, depois que atletas russos foram proibidos de participar da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, Reedie respondeu que não sabe, mas que espera que não.

A Wada recomendou que toda a delegação russa fosse banida da Rio 2016 depois que um relatório independente de Richard McLaren, publicado pouco antes dos Jogos, acusou o país de praticar doping em larga escala com patrocínio estatal.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou a proibição geral proposta, deixando que as federações esportivas internacionais decidissem que atletas poderiam se candidatar a competir.

Moscou disse torcer para que a suspensão da Agência Antidoping da Rússia (Rusada) seja retirada em novembro, mas Reedie apontou que não se deve contar com isso.

Ele disse que uma decisão sobre a participação dos atletas russos na Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, no ano que vem, precisa ser tomada o mais cedo possível e que estes podem esperar um programa agressivo de exames antidoping direcionados na véspera do evento.