Mais de 500 mil mortes somem de dados dos cartórios

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Vista aérea do Cemitério Nossa Senhora em Manaus, no Amazonas (MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Vista aérea do Cemitério Nossa Senhora em Manaus, no Amazonas (MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)

Quase 550 mil registros de mortes acontecidas de 2016 a 2019 foram retiradas por Portal da Transparência do Registro Civil, uma base de dados alimentada por cartórios de todo o Brasil e usada para a estimativa do número de mortes durante a pandemia do novo coronavírus.

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O problema foi inicialmente destacado por Lucas Lago, desenvolvedor do @projeto7C0, por meio de sua conta no Twitter, e verificado pelo jornal Folha de São Paulo. 546.490 mortes de diferentes anos foram retiradas do site, representando 11,5% dos óbitos registrados de janeiro de 2015 a abril de 2020.

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Os números do Rio de Janeiro foram os mais afetados pelas mudanças. O estado perdeu 71% da ocorrências, com dados de 2016, 2017 e 2018 sendo retirados do sistema. A Arpen (associação dos cartórios) confirmou que houve revisão nos dados sobre o Rio.

Com a falta de testes no Brasil, os números apresentados pelos cartórios podem ajudar a dar uma dimensão do impacto da Covid-19 no Brasil através de comparação do número de óbitos de 2020 com outros anos. A retirada de números

Em tese, os dados apresentados pelos cartórios poderiam dar uma dimensão do real impacto da Covid-19, ao se comparar o número de mortes em 2020 com o mesmo período de anos anteriores. O que foge do padrão poderia ser atribuído à doença. Mas a alteração dos dados de anos anteriores prejudica esse levantamento.

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