Mais da metade dos militares que recebeu indevidamente auxílio de R$ 600 ainda não devolveu o dinheiro

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Estão na lista: militares ativos, inativos, de carreira, temporários, pensionistas e dependentes (Foto: Agência Brasil)
Estão na lista: militares ativos, inativos, de carreira, temporários, pensionistas e dependentes (Foto: Agência Brasil)

Mais da metade dos militares que recebeu de maneira indevida o auxílio emergencial de R$ 600, destinado aos trabalhadores informais e de baixa renda, não devolveu o dinheiro. Estão na lista: militares ativos, inativos, de carreira, temporários, pensionistas e dependentes.

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Os dados mais atualizados do Ministério da Defesa são referentes ao período de quase um mês após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter determinado, no dia 13 de maio, que o ressarcimento fosse feito imediatamente. 

Até o dia 12 de junho, porém, menos da metade dos militares havia devolvido os valores. O próprio governo de Jair Bolsonaro (sem partido) criou um site, que está no ar desde o dia 18 de maio, que facilita a devolução do dinheiro obtido indevidamente.

Do total de 53.459 pessoas que estão na folha de pagamento do Ministério da Defesa e receberam o auxílio sem ter direito, 25.299, ou 47,3% delas, fizeram o ressarcimento, segundo levantamento do próprio ministério. Em valores totais, até o 12 de junho foram devolvidos R$ 16.297.742,65. 

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Em nota, o Ministério da Defesa informou que o processo de restituição “continua em andamento” e que, seguindo determinação do TCU, os valores que não forem devolvidos ainda neste mês de junho “serão descontados mediante glosa, em folha de pagamento”, no mês de julho.

Ainda segundo nota, o ministério irá continuar acompanhando permanentemente, em coordenação com o Ministério da Cidadania, o processo de restituição “por meio do cruzamento da base de dados de restituição do Ministério da Cidadania” e do “acompanhamento dos Comandos das Forças Armadas”.

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A pasta afirma que está segura que todos os valores serão ressarcidos. “Estamos seguros de que todos os valores pagos indevidamente serão integralmente restituídos aos cofres públicos”.

Em maio, após decisão do TCU, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), comentou o caso em entrevista. Segundo ele, “mais ou menos 3% da garotada presta o serviço militar obrigatório, e são pessoas oriundas das classes mais humildes da população, são os mais pobres. Estão servindo o Exército no corrente ano, Marinha e Aeronáutica, e alguns se inscreveram [para receber o auxílio]. Como ano passado, filho de pobre, sem renda, não tinha renda nenhuma, acabaram recebendo”.

Na mesma entrevista, porém, Bolsonaro disse que quando acontece “coisa errada no meio militar, o bicho pega”. “Estão sendo identificados, vão pagar, vão devolver o dinheiro e vão pegar uma punição disciplinar. Coisa que não acontece com frequência em outras áreas. No nosso meio, fez besteira, paga. Agora repito: são militares, mas são jovens que prestam serviço militar obrigatório”, complementou à época.

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