Maioria dos jogadores da Alemanha não queria fazer protesto, diz jornal

Jogadores da Alemanha tiraram foto cobrindo a boca em sinal de protesto (Foto: Markus Gilliar - GES Sportfoto/Getty Images)
Jogadores da Alemanha tiraram foto cobrindo a boca em sinal de protesto (Foto: Markus Gilliar - GES Sportfoto/Getty Images)

Somente dois jogadores da Alemanha queriam fazer o protesto antes da partida contra o Japão, de acordo com o jornal 'Bild'. Já se falava que o ato não fosse uma unanimidade entre os atletas, mas resolveram fazer. A equipe foi uma das várias nações europeias que pretendiam que seus capitães usassem uma braçadeira OneLove promovendo a tolerância LGBTQIAP+ durante o torneio no Catar.

Porém, antes mesmo da competição, a Fifa informou às equipes que a atitude provocaria sanções, como um cartão amarelo ao capitão da equipe, além deixar em aberto se haveriam outras punições. No começo, apenas o capitão Neuer e Leon Goretzka apoiavam o protesto, enquanto outros se diziam contrários.

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Segundo o jornal alemão, várias ideias foram discutidas. O gesto de colocar a mão na boca recebeu o apoio de Joshua Kimmich e foi o escolhido, apesar de não ter aprovação universal entre os jogadores do time. Dentro de campo, a equipe não rendeu o suficiente e sofreu a virada para o Japão, sendo posteriormente eliminada da Copa do Mundo.

Comentaristas de uma TV do Catar, inclusive, ironizaram o protesto quando a eliminação foi confirmada, colocando as mãos na boca e dando tchau. Dirigente da Fifa, o ex-técnico Arsène Wenger também falou sobre isso neste domingo (4), dando um indicativo de que sua crítica se dirigia à Alemanha.

"Você sabe que, quando vai a uma Copa do Mundo, não pode perder o primeiro jogo. As seleções que têm experiência para atuar em torneios, como França e Inglaterra, jogaram bem no primeiro jogo. Equipes que estavam mentalmente prontas, com mentalidade de focar na competição, e não nas demonstrações políticas", disse o francês.