Maioria da população brasileira é contra reabertura do comércio, diz DataFolha

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As entrevistas feitas para a pesquisa Datafolha ocorreram por telefone, com 2.016 brasileiros de 16 anos ou mais 23 e 24 de junho (Foto: Agência Brasil)
As entrevistas feitas para a pesquisa Datafolha ocorreram por telefone, com 2.016 brasileiros de 16 anos ou mais 23 e 24 de junho (Foto: Agência Brasil)

Nova pesquisa do Datafolha, publicada nesta segunda-feira (29) pelo jornal Folha de S. Paulo, aponta que a maioria da população brasileira acredita que governadores e prefeitos agem mal ao reabrir comércio e serviços fechados em decorrência da pandemia do novo coronavírus

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Segundo levantamento, a parcela da população mais contrária à reabertura é formada por mulheres, que representam 58% daqueles que acreditam que governadores e prefeitos agem mal ao tomar essas decisões.

Em seguida, aparecem os jovens (entre 16 e 24 anos) que são 61% dos que discordam dos governantes e os mais escolarizados, contabilizando 56% dos entrevistados que têm ensino superior. 

As entrevistas feitas para a pesquisa Datafolha ocorreram por telefone, com 2.016 brasileiros de 16 anos ou mais 23 e 24 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A situação se repete mesmo em classes sociais distintas. Dados da pesquisa mostram que tanto entre mais pobres como entre os mais ricos, a maioria se diz contrária à ação dos governadores neste momento.

Porém, o mesmo não acontece entre o empresariado, onde 60% diz apoiar as decisões do poder público de retomar as atividades.

Além disso, segundo pesquisa, dois a cada três brasileiros, ou 65% deles, acreditam que a situação no país só piora. A avaliação conta com altos índices entre mulheres, 70%, moradores do Sul do país, com 73%, e entre os mais jovens com 74%.

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A pesquisa avaliou um tema que tem gerado polêmica entre os brasileiros. Isso porque a reabertura tem ocorrido em um momento em que o país ainda não atingiu o pico da doença e cientistas projetam um número crescente de novas mortes. 

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, pesquisadores da PUC-Rio preveem novos recordes diários de casos da Covid-19 nas próximas semanas. 

Na última sexta-feira (26), o governador João Doria (PSDB-SP) anunciou que a capital paulista poderá permitir a reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza a partir desta segunda-feira (29), mesmo que o número de casos ainda não tenha sido controlado.

No entanto, dados da universidade americana Johns Hopkins, referência mundial na computação de dados, aponta que São Paulo é o segundo estado com mais casos no mundo, atrás somente de Nova York.

Além disso, segundo último boletim divulgado hoje (29) pela Secretaria da Saúde de São Paulo, a cidade registrou 150.910 casos confirmados de Covid-19 e são 7.069 mortes até agora.

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Outra cidade que está em processo de retomada da economia é Goiânia, em Goiás. Mesmo a Defensoria Pública do Estado pedindo para que a justiça estadual suspendesse a reabertura do comércio devido ao baixo número de leitos de UTI disponíveis, o Tribunal de Justiça do Estado negou o pedido. O Estado contabiliza 21.984 casos confirmados e 435 mortes.

Maioria entre eleitores de Bolsonaro

Até mesmo quem declarou voto no atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que negou a gravidade da doença e tentou evitar o fechamento das atividades econômicas, parece concordar. Segundo DataFolha, entre os eleitores do presidente, 52% disseram que a situação está piorando. 

No entanto, segundo o jornal Folha de S. Paulo, a parcela da sociedade que ainda avalia a gestão Bolsonaro como ótima ou boa, 51% afirma que a situação da doença está melhorando.

A maioria dos entrevistados, ou 54% deles, também afirmou que o Brasil não fez o que era preciso para evitar as mais de 50 mil mortes que ocorreram pela doença. Essa percepção cresce conforme a escolaridade e a faixa de renda dos entrevistados.

Nada do que o país fizesse, no entanto, seria suficiente para evitar esse número, avaliam 19% dos entrevistados. Outros 23% afirmam que o país fez o que era preciso.

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